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Aumenta a tensão em várias cidades do Egipto
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Aumenta a tensão em várias cidades do Egipto

A tensão aumentou em várias cidades do Egipto, em especial na capital, Cairo, quando faltam poucos dias para as eleições parlamentares no país.
O clima de revolta contra o governo agravou-se no passado sábado, com os manifestantes a pedirem a renúncia da Junta Militar que governa o país e do seu líder, o marechal Mohamed Hussein Tantawi.
Desde o passado dia 19, quando as forças de segurança tentaram dispersar dezenas de manifestantes acampados na praça Tahrir, no centro do Cairo, que activistas e simpatizantes de diversos partidos políticos ocupam o local.
Os confrontos entre manifestantes e as forças da polícia já fizeram dezenas de mortos e milhares de feridos. Em consequência da instabilidade que se instalou no país, dois dos generais da Junta pediram desculpa à população pelas vítimas nos confrontos.
Esta foi a primeira vez desde o início dos confrontos que integrantes da Junta Militar se desculpam pela violência usada na repressão dos protestos.
Nas ruas, a população continua desconfiada dos militares e já não apoia a instituição que, até à revolução que tirou Hosni Mubarak do poder, era admirada e respeitada pelos egípcios. Em cafés e locais de concentração de pessoas para um momento de lazer, circulam rumores que dão conta que os militares vão manter o seu domínio sobre o país, mesmo após a eleição de um novo governo civil.
Após rumores de que o pleito deste fim-de-semana seria adiado, o Conselho Supremo das Forças Armadas confirmou a realização das eleições na data marcada.

Mais experientes

Em vários bairros do Cairo a vida continua o seu curso normal. Para um distraído, a impressão é de que as pessoas não se interessam pelo que acontece na praça Tahrir, símbolo da revolução que derrubou Hosni Mubarak.
Mas nas conversas em cafés e restaurantes, o assunto é o futuro político do país e os confrontos entre jovens e polícia na praça.
O advogado Mohamed el Bakri esclarece que a diferença desta “nova revolução” em relação à anterior é que os egípcios ficaram mais experientes.
“Na outra, o país do norte de África parou porque a população ficou incrédula, não sabia o que fazer e como lidar com as adversidades quando o Egipto parou por conta de protestos, confrontos e mortes. Muitos sentiram-se incomodados, porque a vida não corria normalmente”, explicou.

Milhares de egípcios voltaram às ruas para exigir a implementação das reformas e entrega do poder aos civis assim como mais liberdade

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

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