Atelier Internacional de Contos decorre até sábado em Benguela

Livros de autores nacionais e africanos reflectem temas que espelham diversos aspectos da cultura de cada povo
Livros de autores nacionais e africanos reflectem temas que espelham diversos aspectos da cultura de cada povo

A província de Benguela alberga desde ontem até sábado um Atelier Internacional de Validação de Contos em Línguas Nacionais, promovido pelo Ministério da Cultura, sob os auspícios da União Latina.
Segundo uma nota da Comissão Nacional de Angola para o Projecto Multiculturalismo e Plurilinguísmo – Tradição Oral e Educação Plurilingue do Ministério da Cultura, o encontro tem por objectivo a validação de 40 contos, à razão de 10 por cada país, e a preparação dos trabalhos ao nível pedagógico.
Acrescenta que a União Latina, representada pela Direcção de Promoção e Ensino das Línguas, submeteu aos Ministérios da Cultura e da Educação da República de Angola o projecto “Multiculturalidade e Plurilinguísmo – Tradição Oral e Educação Plurilingue”, que mereceu parecer favorável.
Com a duração de 12 meses, o projecto iniciou-se a 1 de Abril deste ano e compreende duas fases, sendo a primeiro ligada à recolha, transcrição e tradução para português de contos em línguas nacionais. A segunda refere-se à didactização e adaptação dos contos, com vista a sua inserção no sistema educativo.
O projecto “Multiculturalismo e Plurilinguismo” foi criado há cerca de dois anos e envolveu, numa primeira fase, três países da África do  Oeste, nomeadamente Senegal, Guiné-Bissau e Cabo Verde.
Na sua segunda fase, a União Latina decidiu implementar o projecto em Angola, Moçambique, República Democrática do Congo e Guiné Equatorial. O evento tem a participação dos representantes das comissões nacionais de Angola, Senegal, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, República Democrática do Congo, Guiné Equatorial e da União Latina.
Recentemente, a proposta de Lei do Estatuto das línguas nacionais de origem africana foi aprovada pelo Parlamento, com vista a regular “a situação da linguística”, definindo regras gerais para a sua utilização. A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, que deu a justificação, na segunda sessão plenária, ao apresentar a proposta de Lei para a aprovação na generalidade, salientou que o diploma apresentado foi iniciativa do Ministério da Cultura.

O diploma foi analisado por técnicos e funcionários do gabinete jurídico do Ministério e por especialistas do Instituto de Línguas Nacionais.

 

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: JA

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