As últimas horas de Amy Winehouse

foto: MYUNG JUNG/AP

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“Estarei aqui para sempre. E tu?”, foi a mensagem que Amy Winehouse enviou para o telemóvel do amigo Kristian Marr, que não a via há seis semanas. A mensagem não teria nada de estranho, se não fosse enviada na última noite de vida da cantora, por volta das três horas da madrugada.

O jornal espanhol “El Mundo” dedica uma reportagem a Amy Winehouse, que faleceu a 23 de Julho. O trabalho que reconstitui os últimos passos da cantora é baseado nos testemunhos de quem lhe era próximo e de quem a visitou no dia anterior à morte.

A mãe da cantora, Janis, visitou a filha de surpresa. “Parecia perdida”, descreve a mãe. Janis não estranhou, já que Amy “podia dormir horas e horas e parecia sempre que tinha acabado de acordar”.

Na tarde de 22 de Julho, mãe e filha beberam um chá e viram fotos de família, recorda Janis. “Quando me preparava para ir embora abraçou-me e disse: “Mãe, amo-te””.

Cristina Romete era a médica de Amy há quatro anos. Por volta das sete da tarde visitou a cantora e, apesar de perceber que esta voltara a beber, não se alarmou. “A Amy podia estar embriagada, mas conseguia manter uma conversa”, lembra a médica. “A Amy não era uma suicida, tinha projectos. Disse-me que ainda tinha muitas coisas que queria fazer”, pelo que se tranquilizou.

“A Amy não fazia grande coisa, acho que estava muito isolada”, recorda, ao “El Mundo”, um fotógrafo que acompanhava a vida da cantora há anos. ” As amigas Juliette Ashby e Remi Nicole já não lhe batem à porta. Já não joga bilhar durante noites inteiras. (…) Já não existe paixão na relação com o noivo de dois anos, Reg Traviss. Gosta muito dele, mas nunca substituiu Blake, o Terrível”, descreve o jornal espanhol.

Segundo um associado de Reg, ele e Amy estiveram juntos na noite que antecedeu a morte da cantora, e terão bebido uns copos, situação que Reg negou.

“Na sexta-feira terminei o trabalho tarde e como não consegui falar com ela pensei que estava a dormir. Enviei uma mensagem a dizer que ia ver um DVD e que me avisasse quando acordasse. Quando deixei o cabeleireiro, vi uma chamada não atendida do guarda-costas. Não me importei, perdia sempre o seu telefone e devia ter usado aquele. Na altura não retornei a chamada, tinha que ir ao escritório” lembra Reg.

Tony Azzopardi disse que Amy o apanhou na rua na noite em que morreu. Queria que a pusesse em contacto com um traficante de West Hampstead. Tonny garantiu à polícia que a cantora fumou crack à sua frente, ainda no táxi, enquanto se queixava da perseguição de Blake, apesar da autópsia ao corpo de Amy Winehouse não ter revelado indícios de estupefacientes.

Fonte: JN

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