Angola, Energia Nuclear com progressos

Indústria petrolífera é a par da agricultura uma das beneficiárias dos projectos da Autoridade Reguladora de Energia Atómica
Indústria petrolífera é a par da agricultura uma das beneficiárias dos projectos da Autoridade Reguladora de Energia Atómica

Angola obteve avanços no ramo da energia nuclear e ascendeu ao nível amarelo, uma categoria intermédia fornecida pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
Em declarações à Angop, o director-geral da Autoridade Reguladora de Energia Atómica (AREA), Pedro Lemos, aponta como factores positivos a criação da Lei de Energia Nuclear, do estatuto e de um órgão regulador do sector.
Pedro Lemos explicou que, anualmente, os técnicos da Agência Internacional de Energia Atómica avaliam o grau de desenvolvimento dos países filiados na organização, em três categorias de protecção e segurança, que são, por ordem decrescente, a cor vermelha, a amarela e a verde. Ao avaliar os progressos registados no sector, Pedro Lemos afirmou que o país só não entrou ainda para a categoria verde devido a dificuldades de enquadrar especialistas nacionais no sector e não possuir instalações de elevado nível para exercer a actividade.
Angola esboçou um projecto com a Agência Internacional de Energia Atómica, que previa, até o final deste ano, ter nos seus quadros 20 físicos na área da energia nuclear, mas durante o período apenas foram admitidos três técnicos.
“Há dificuldades de enquadramento no sector, embora o país possua quadros nacionais, formados em universidades angolanas. Precisamos urgentemente que as entidades oficiais nos autorizem a admitir a entrada de novos especialistas”, disse o director-geral da Autoridade Reguladora de Energia Atómica. Pedro Lemos realçou que em Angola existem técnicos nacionais em número suficiente, falta apenas uma política mais intensa para admissão de especialistas. A Autoridade Reguladora de Energia Atómica é um órgão governamental, do Ministério da Energia e Águas, cujo objectivo é controlar e regulamentar toda a actividade ligada à aplicação da energia atómica no país.

Aposta na agricultura

A Autoridade Reguladora de Energia tem como principais prioridades, para o período 2012/2013, a materialização de projectos agro-pecuários, avanças na investigação científica e instalação de laboratórios rádio traçadores.
Pedro Lemos disse que vai apostar na melhoria dos laboratórios de veterinária para o controlo da produção de leite e na caracterização de raças bovinas e pequenos ruminantes.
Neste projecto, informou, a Autoridade Reguladora de Energia vai trabalhar em colaboração com o Instituto de Investigação Veterinária. No campo agrícola, salientou, a instituição vai trabalhar na selecção de mutantes para a cultura da mandioca resistente ao vírus do “Mosaico Africano”, através do uso de técnicas nucleares. Ainda no campo da agricultura, a Autoridade Reguladora de Energia Atómica vai trabalhar no melhoramento da fertilidade dos solos em zona de pasto, com acções conjuntas com o Instituto de Investigação Agrónoma. Para o período de 2012/2013, a Autoridade Reguladora de Energia Atómica vai, juntamente com o Centro Tecnológico Nacional, materializar o projecto da instalação de um laboratório de rádio traçadores, para a investigação da exploração petrolífera em Angola.
O estabelecimento de um programa para o controlo da exposição radiológica de pacientes é outro projecto a ser executado, em 2012/2013. A Autoridade Reguladora de Energia instituição foi criada em 2007 e está filiada desde 1999 na Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), órgão das Nações Unidas especializada em questões do género.

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