Angola dispõe de potencial tecnológico

O auditório do hotel em que se realizou a conferência registou uma presença maioritária de estudantes universitários
O auditório do hotel em que se realizou a conferência registou uma presença maioritária de estudantes universitários

O vice-presidente da Google para a Europa e África, Nelson Matos, mostrou-se satisfeito com o nível de conhecimento tecnológico dos angolanos que participaram na primeira conferência da Google/Angola, que terminou nesta quarta-feira. “Os participantes estavam por dentro das modernas tecnologias de informação no mundo”, disse.
Nelson Matos considera que Angola tem potencial para desenvolver a sua tecnologia. “Fiquei impressionado com a adesão das pessoas nesta primeira conferência em Angola, que, para mim, superou as expectativas. Angola tem potencial para se desenvolver, mas isso só será possível com uma melhor oferta e acesso à Internet”, admitiu.
Nelson Matos sublinhou que a Internet tem de ser rápida: “Pretendemos continuar a realizar conferências em Angola, para levar adiante a nossa intenção de abrir uma base da Google. Notei que existe muito interesse dos alunos em conhecer as inovações que a Google e a Internet têm.”
O vice-presidente da Google acrescentou que ficou a saber que “das cinco mil empresas inscritas na Associação Industrial de Angola, contam-se nos dedos as que têm um website”.
Nelson Matos afirmou que, em África, a maior parte dos internautas acede à Internet através do telemóvel, “por falta de infra-estruturas capazes de sustentar a Internet doméstica”.

O vice-ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Pedro Sebastião Teta, que encerrou a conferência, reforçou a ideia do Executivo angolano de criar uma parceria com a companhia Google, estabelecendo a troca de experiência com as instituições universitárias  angolanas.
“Ficámos satisfeitos com a realização deste encontro. Esperamos que iniciativas do género continuem, para fortalecer o conhecimento dos técnicos angolanos”, disse.
Na conferência, que teve a participação de empreendedores e técnicos, foram abordados temas sobre tecnologias da Internet e pesquisas na Web.
A administradora da Westafricacom, Maria Geovetty, responsável pela vinda da missão da Google, disse que a iniciativa serviu para impulsionar o desenvolvimento da inclusão digital no país. “Queremos dar maior relevância a uma sociedade do conhecimento. Trouxemos 22 representantes da Google para passar a sua experiência aos técnicos angolanos”, assegurou.

Bolsas de estudo

O vice-presidente da Google, Nelson Matos, anunciou que a sua empresa vai oferecer bolsas de estudo a angolanas. “Vai ser destinada apenas a mulheres solteiras, para fazerem o mestrado e doutoramento”, disse.
As interessadas começaram a ser seleccionadas esta quarta-feira. A bolsa está avaliada em 7.000 euros.
Depois de terminarem os cursos, as finalistas serão convidadas a visitar um dos escritórios da Google na Europa.
Nelson Matos referiu que as bolsas de estudo são dadas todos os anos em alguns países da Europa, Médio Oriente e África, em homenagem a Anita Borg (1949-2003) que dedicou a sua vida a revolucionar a tecnologia e contribuiu para desmantelar as barreiras que impediam as mulheres de dominar o mundo da Internet e da tecnologia. Participaram na conferência Google/Angola mais de 500 pessoas, incluindo estudantes de universidades públicas e privadas e de técnicos do Ministério das Finanças e das empresas Sonangol, TAAG, Startel, Sinfotec, Odebretcht, Unitel e Movicel.

 

EDIVALDO CRISTÓVÃO

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Jose Soares

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