Acesso a tratamento diminuiu mortos vítimas da Aids no mundo

Relatório traz balanço da evolução da epidemia de Aids no mundo em 2010.
Relatório traz balanço da evolução da epidemia de Aids no mundo em 2010.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/AIDS (UNAIDS) divulgou nesta segunda-feira, 21 de novembro, seu relatório anual sobre o avanço da doença. Segundo o documento, o maior acesso ao tratamento contribuiu para a redução em 2010 do número de mortos vítimas do vírus. O mundo conta com 34 milhões de portadores da doença, dos quais 68% estão no continente africano.

De acordo com a Unaids, as estatísticas de 2010 aumentam as esperanças do fim próximo da pandemia. “Pela primeira vez nós somos capazes de mostrar que se tratarmos as pessoas cedo, podemos reduzir o número de novas infecções”, disse Michel Sidibé, diretor executivo da agência das Nações Unidas durante uma entrevista coletiva em Berlim. “O número de pessoas vivendo com o HIV nunca foi tão elevado, principalmente por causa do melhor acesso aos tratamentos” explicou.

Segundo o relatório, 34 milhões pessoas vivem atualmente com o vírus da doença, dos quais quase a metade tem acesso ao tratamento. O documento também revela que 2010 ficou marcado como o ano em que o número de novas infecções foi o mais baixo registrado desde 1997. As 2,7 milhões de novas contaminações – das quais 390 mil entre crianças – representam uma baixa de 21% com relação ao final dos anos 90.

Mortes

Os cientistas ainda não encontraram uma cura para a doença e 1,8 milhões de pessoas morreram vítimas do vírus no ano passado. Mas a agência da ONU ressalta que o número é bem inferior aos 2,2 milhões de óbitos registrados em meados dos anos 2000.

O continente africano continua sendo o mais atingido pela doença. Essa região, que concentra 68% dos contaminados do planeta, conta com 5% de doentes em sua população. No resto do mundo a taxa de contaminação é inferior a 1%.

Depois da África, as ilhas do Caribe são a segunda zona geográfica que mais sofre com o vírus, que atinge 200 mil pessoas. Já a Europa do Leste conta com 1,5 milhões de infectados e registrou 90 mil mortes em 2010. A evolução da epidemia é estável na América Latina, na Europa Ocidental e na América do Norte.

 

Silvano Mendes

Fonte: RFI

Foto: @Unaids

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