Violência marca protestos dos indignados em Roma

Maniefstantes queimam veículos em protestos em Roma.
Maniefstantes queimam veículos em protestos em Roma.

A violência explodiu neste sábado em Roma durante a marcha dos indignados. A manifestação contra a precariedade, o sistema financeiro, a crise e os pacotes de austeridade foi pontuada por conflitos entre alguns manifestantes que atearam fogo em carros e incendiaram uma parte do Ministério da Defesa. Pelo menos três pessoas ficaram feridas.

O dia dos indignados na Itália foi marcado pela violência. Manifestantes incendiaram carros e quebraram vidraças perto do Coliseu em Roma. Um anexo do Ministério da Defesa foi incendiado. Segundo testemunhas, um grupo encapuzado se misturou à passeata que deveria ter sido pacífica. A polícia revidou com gás lacrimogêneo e canhões de água. Cerca de 70 pessoas ficaram feridas, segundo um porta-voz da prefeitura.

Os protestos em Roma fizeram parte de uma mobilização global. Os “indignados” em cerca de mil cidades em 82 países no mundo todo foram às ruas hoje para protestar contra o poder do mercado financeiro e as medidas de austeridade adotadas por governos para combater a crise financeira global.

Neste sábado, já houve manifestações em Hong Kong, Taiwan, Japão, Austrália, Itália, Bósnia, Romênia, Alemanha, Inglaterra, Canadá, Estados Unidos, Bélgica, Suíça e Holanda. Em Nova York, os indignados se juntaram aos militantes anti-Wall Street.

Em Londres, o fundador do Wikileaks, Julian Assange, participou do protesto. Cercado por seguranças, Assange foi bem recebido pela multidão e discursou aos manifestantes. Assim como na Itália, também houve conflitos entre alguns manifestantes e a polícia uma hora após o início do protesto. Algumas pessoas com máscaras tentavam se dirigir à bolsa de Londres com cartazes com os dizeres “Não mais cortes”, em referência à política drástica de austeridade do governo britânico e “Goldman Sachs é obra do diabo”. O princípio de confusão, porém, foi contido pela polícia.

 

Fonte: RFI

Fotografia: REUTERS/Stefano Rellandini

 

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