Sociedade vinícola factura três milhões de euros no mercado angolano

O mercado angolano representará, no fim deste ano, três milhões de euros da facturação total da empresa vinícola portuguesa Herdade do Esporão, situada no distrito de Reguengos a 40 quilómetros a sul da província do Alentejo (Portugal). Em declarações a jornalistas angolanos, que efectuam reportagens a vinhas e adegas da região vitivinícola do Alentejo, o administrador da firma, João Roquette, referiu que a cifra representará um aumento de oito porcento em relação ao registado em 2010.

Segundo o gestor, a seguir do Brasil, Angola é o segundo mercado da empresa, na vertente de exportação, e em termos de volume de negócios, a sociedade encerará 2011 com uma carteira de pelo menos 40 milhões de euros, dos quais 20 milhões de euros serão obtidos em Portugal e o restante valor nos mercados externos. Quanto a perspectivas, o responsável declarou ser propósito da administração continuar a crescer, sobretudo no mercado angolano, por registar uma estabilidade política e haver uma estratégia do Executivo de diversificação da economia e onde consumo ainda é bastante reduzido, pressupondo um potencial de crescimento de consumo de vinhos significativo.

“Angola é mercado absolutamente prioritário para nossa vinha, é um mercado onde nós cada vez mais estamos a apostar em parceria com o distribuidor local, para semear e colher daqui a mais anos. Não numa perspectiva oportunista de curto prazo, mas de compromisso muito sério com esse mercado”, garantiu. Com pelo menos 100 trabalhadores e uma extensão de 405 hectares de vinhas, a Herdade do Esporão produz vinhos há 30 anos em Portugal e aposta num modelo de negócios baseado no controlo total da produção até ao consumidor e na valorização do produto.

A presença de quatro jornalistas da comunicação social pública angolana no Alentejo é fruto de um convite da Comissão Vitivinícola da Região do Alentejo (Cvra). Nesta segunda-feira os técnicos angolanos visitaram igualmente a Adega da Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz “Carmim”, considerada a maior de Portugal. Para hoje, consta do programa de trabalhos visitas as vinhas (campos de cultivo e tratamento das videiras) e adegas da Herdade do Peso, zona de Vidigueira, a Adega de Monte da Capela (Pias) e a Herdade de Mingorra (Beja).

Fonte: Angop

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