Seca afecta região do Kwanza Sul

Seca no Kwanza Sul
Seca no Kwanza Sul

A seca está afectar a região agrícola do Gungo na província angola do Kwanza sul.

“Essa situação tem dificultado muitos camponeses que produzem mas não colhem quase nada. O bocadinho que têm conseguido é só mesmo para se alimentarem e não dá muitas vezes para fazer o comércio, é pouco devido mesmo a seca.”
A degradação das infraestruturas como as estradas contribui para que a situação se agrave com a população em dificuldades em obter bens.

A falta de águ apotável é outro problema. O Gungo dispõe de pouquíssimos rios e a população recorre furos artesianos cuja água se apresenta salobra.

Situado há 120 quilómetros da cidade capital da província, o Sumbe, aquela região produz milho, batatas rena e doce, mandioca, óleo de palma, feijão, repolho, couve, cenoura e demais produtos hortofrutícolas.

Com maior aproveitamento, os produtos extraídos nos campos daquela comuna serviriam para inundar os mercados do Sumbe, Lobito e Luanda com produtos diversos.

António Calei Catchipwi agricultor da região disse á Voz da América que a população da zona está atravessar enormes dificuldades.

«Praticamente a agricultura aqui na comuna do Gungo a sua extensão, a sua população cultiva mais o milho, Feijão, jinguba e outros produtos como a banana, cafeícola e palmeiras mas essa população tem passado muitas dificuldades por causa da seca que constantemente actua nesta região,” disse.

“Essa situação tem dificultado muitos camponeses que produzem mas não colhem quase nada. O bocadinho que têm conseguido é só mesmo para se alimentarem e não dá muitas vezes para fazer o comércio, é pouco devido mesmo a seca,” acrescentou.

O agricultor mostrou-se também bastante apreensivo com a falta de estabelecimentos comerciais para que possam adquirir bens de primeira necessidade como o sabão, óleo vegetal, o sal, açúcar, arroz e demais produtos.

Catchipwi disse um programa de credito agricola do governo não teve qualquer impacto na região.

“Praticamente não se beneficiou nada. Não estou a ver como encarar esse projecto porque ninguém está a incentivar e, isso dificulta um pouco. Estamos a escutar esse crédito mas aqui não está a se fazer sentir,” disse

 

Por Mateus Júnior | Sumbe

Fonte: Voa

Foto: Reuters

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