Sarkozy diz que acordo dos europeus salvou o mundo de uma catástrofe

Presidente francês Nicolas Sarkozy durante entrevista na noite desta quinta-feira.
Presidente francês Nicolas Sarkozy durante entrevista na noite desta quinta-feira.

O presidente francês Nicolas Sarkozy concedeu uma longa entrevista na televisão na noite desta quinta-feira para falar sobre a crise na zona do euro. A intervenção do chefe de Estado acontece um dia após os líderes europeus terem chegado a um acordo sobre as medidas para tentar estabilizar as contas da região. Sarkozy diz que a reunião de Bruxelas salvou o mundo de uma catástrofe.

Durante a entrevista transmitida em dois canais de televisão, o presidente francês ressaltou a importância dos acordos firmados na véspera pelos líderes europeus, que negociaram o perdão de metade da dívida grega até 2020, o aumento da capacidade do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, além da recapitalização de 70 bancos do bloco. Segundo Sarkozy, se o encontro de Bruxelas não tivesse sido concluído com um acordo, “o mundo inteiro viveria uma catástrofe”.

Usando o exemplo dos Estados Unidos em 2008, que “decidiram abandonar o banco Lehman Brothers”, o líder francês lembrou que ,na época essa decisão “provocou uma catástrofe financeira no mundo inteiro”.

Sarkozy também disse que acredita que a Grécia poderá sair da crise, mesmo se questionou a entrada do país na zona do euro. “Nem eu, nem Ângela Merkel estávamos no poder quando essa quando essa decisão foi tomada. Mas digamos que isso foi um erro”, alfinetou.

O presidente francês também falou sobre a possível ajuda da China aos europeus. Sarkozy disse que não há razões para recusar o capital chinês, mas segundo ele isso não significaria uma perda de independência da Europa.

A entrevista também foi a ocasião para esboçar novas medidas de rigor para a França. Sarkozy disse que o país terá que levantar entre 6 a 8 bilhões de euros, vindos de economias nas contas públicas ou de receitas fiscais suplementares. O presidente preferiu não dar mais informações sobre o assunto, mas disse que as decisões serão tomadas nos próximos 10 dias.

 

Fonte: RFI

Foto: Reuters / TF1 Television

 

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