Reformas na Síria devem ser céleres

Comunidade internacional afirma que só o diálogo e um processo inclusivo e abrangente podem acabar com a violência na Síria
Comunidade internacional afirma que só o diálogo e um processo inclusivo e abrangente podem acabar com a violência na Síria

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China avisou ontem que a sua paciência com a Síria está a esgotar-se, apesar de o Governo chinês ter rejeitado, na semana passada, uma resolução da ONU apoiada pelos países ocidentais de condenação à repressão síria das manifestações populares.
O porta-voz do Ministério, Liu Weimin, disse que a Síria devia agir mais depressa para cumprir as suas promessas de reformas democráticas. Durante uma reunião de rotina com a imprensa, Liu afirmou que a China se opõe à violência e “não quer ver mais derramamento de sangue, conflito e vítimas”.
“Nós acreditamos que o Governo sírio devia implementar mais rapidamente as suas promessas de reforma, começar a fazer avançar o mais breve possível um processo que seja mais inclusivo para todas as partes, e através do diálogo resolver apropriadamente as questões”, declarou Liu. Na semana passada, o presidente russo, Dmitry Medvedev, disse que as autoridades da Síria deviam deixar o poder se não puderem realizar as reformas. Tanto a Rússia como a China foram criticadas pelo Ocidente depois de na semana passada vetarem uma resolução de países europeus no Conselho de Segurança da ONU, de condenação à Síria pelas acções contra os manifestantes pró-democracia. A ONU estima que desde o início dos protestos, em Fevereiro, cerca de 2.900 civis morreram por causa da violência.

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

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