Recapitalização dos bancos é urgente, afirma Durão Barroso

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, afirmou hoje no Parlamento europeu que os bancos do continente devem utilizar preferencialmente fundos privados para se recapitalizar.
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, afirmou hoje no Parlamento europeu que os bancos do continente devem utilizar preferencialmente fundos privados para se recapitalizar.

Em um discurso no Parlamento Europeu, José Manuel Durão Barroso afirmou que os bancos devem apelar para fontes privadas de capital e que as as autoridades nacionais devem socorrer as instituições em risco somente em último caso. Quando um país não puder oferecer a ajuda necessária, a recapitalização será financiada por meio de um empréstimo do FESF (Fundo europeu de estabilidade financeira).

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, defendeu hoje uma recapitalização urgente dos bancos da Europa, para evitar que a crise das dívidas soberanas se espalhe para todo o continente. Ele reconheceu ainda que a crise atingiu proporções “sistêmicas” e ameaça desestabilizar a economia mundial.

Barroso também propôs aumentar o valor mínimo de fundos próprios exigidos dos bancos europeus e afirmou que caso não haja uma recapitalização sólida, os bancos devem ser proibidos de emitir bônus ou dividendos.

O presidente da Comissão Europeia defendeu ainda uma antecipação para meados de 2012 da entrada em vigor do mecanismo europeu de estabilidade financeira, um fundo de resgate permanente que deve substituir o FESF e poderá dispor de € 500 bilhões para realizar empréstimos.

O plano apresentado por José Manuel Durão Barroso foi duramente criticado pela federação alemã de bancos privados, que considera que as medidas propostas não eliminam as causas da crise atual das dívidas soberanas.

Eslováquia

Quatro partidos políticos eslovacos chegaram hoje a um acordo para aprovar o plano de reforço do FESF em uma nova votação no Parlamento, que deve acontecer até sexta-feira.

A Eslováquia é o último dos 17 países da zona do euro a votar o projeto de ampliação a € 440 bilhões do fundo de resgate para os países em dificuldade, decidido no dia 21 de julho. Os deputados eslocavos haviam votado nesta terça-feira contra o projeto. Sem a unanimidade, o FESF seria mantido na sua antiga forma, com uma capacidade de ação limitada para ajudar os Estados europeus em risco a evitar a falência.

 

Kénya Zanata

Fonte: RFI

Fotografia: REUTERS

 

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