Reafirmado apoio de Angola a candidatura do Brasil ao Conselho de Segurança

Presidente da República, José Eduardo dos Santos
Presidente da República, José Eduardo dos Santos

Luanda – Angola continua a apoiar a justa e legítima aspiração do Brasil de se tornar Membro Permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, declarou hoje, quinta-feira, o Presidente da República.

José Eduardo dos Santos discursava no almoço oficial que ofereceu, no Palácio Presidencial, à homologa brasileira, Dilma Rousseff, que hoje (quinta-feira) termina uma visita de 48 horas a Angola.
Para o estadista angolano, “esta seria uma possibilidade de se dar voz não apenas a um dos países com maior estabilidade e crescimento a nível mundial, mas também a um dos que tem vindo a dar um efectivo contributo para a solução de alguns dos principais problemas do mundo actual”.
Afirma que é disso prova, não só a política do Brasil de boa vizinhança com os outros Estados da América Latina e o estreitamento de relações com o continente africano, mas também a recente disponibilidade manifestada pelo Brasil para ajudar a ultrapassar a profunda crise em que se encontram alguns países europeus.
Argumenta que a presença do Brasil no Conselho de Segurança da ONU seria igualmente uma garantia de uma melhor cooperação Sul-Sul.
Acredita que a voz de outros países emergentes, entre os quais Angola se inclui, seria também tomada em consideração na hora de se tomarem decisões de interesse global.
O Chefe de Estado considera ser “de grande importância a concertação de posições no plano político e diplomático, pois representa uma mais-valia”.
Permite defender posições comuns sobre a necessidade de uma nova ordem mundial e sobre as grandes questões que ainda preocupam a humanidade, como a fome e a pobreza, o terrorismo, os crimes e tráficos transfronteiriços, as alterações climáticas e as grandes endemias.
Adianta que no quadro das organizações regionais em que os dois países estão inseridos, têm adoptado uma política de cooperaçãopacífica, assente em valores democráticos e em economias abertas voltadas para o desenvolvimento.
Afirmou que essa política é seguida pelos dois países, é também o espírito que tem presidido à cooperação entre si no quadro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O Presidente considerou um “grande privilégio” trabalhar com a Presidente Dilma, durante a manhã, e manifestou a sua satisfação com os resultados das discussões profundas que decorreram.
Fonte: Angop
Foto: Angop

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