Reacção da Polícia levou muito tempo

Ministro do Interior Sebastião Martins
Ministro do Interior Sebastião Martins

O ministro do Interior, Sebastião Martins, anunciou ontem, em Luanda, que vai reavaliar a reacção da Polícia Nacional, as consequências e as razões que fizeram com que a troca de tiros entre os efectivos da corporação e um meliante na zona do Hoji ya Henda, município do Cazenga, em Luanda, levasse demasiado tempo até à sua rendição.
Sebastião Martins, que falava na Unidade Operativa de Luanda durante a cerimónia em que apresentou os sentimentos de pesar à esposa e familiares do agente da Polícia Nacional Alberto Bumba, 29 anos, morto na quarta-feira, durante uma troca de tiros, garantiu que serão feitas “necessárias correcções”.
O ministro afirmou que existe na Polícia Nacional a figura do negociador e que tinha sido mobilizado.
Hoje, vai ser realizado, na província de Cabinda, o funeral do malogrado agente, a pedido dos familiares. Ontem, na Unidade Operativa de Luanda, o ambiente era de profunda dor e consternação.
Alberto Bumba ingressou na Polícia Nacional em 2001, na província de Cabinda. Dois anos depois, foi transferido para Luanda, onde vivia na comuna do Golfe, com a mulher e quatros filhos, todos menores de sete anos. O agente foi promovido, a título póstumo, ao posto de subinspector, por perder a vida no cumprimento do dever.

Na cerimónia estiveram presentes os vice-ministros do Interior, membros do Conselho Consultivo do Comando Geral da Polícia Nacional, do Comando Provincial de Luanda e colegas da 13ª Esquadra da Divisão de Polícia do Cazenga, onde o agente trabalhou até à altura da sua morte.  Sebastião Martins considerou que foi uma morte dramática, tendo considerado a actividade um risco, embora a actuação da Polícia seja sempre para o minimizar. Esta ocorrência mostra que os efectivos da Polícia Nacional, mesmo em ocasiões muito complicadas, procuram sempre cumprir o seu dever, mesmo colocando em risco a própria vida”, disse.
Alberto Bumba, lembrou o ministro do Interior, vai ser uma referência para os efectivos, por se tratar de um quadro que teve uma perspectiva  de evolução na carreira policial.

André da Costa

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: João Gomes

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