Reabilitação do hospital provincial permite atendimento personalizado

As obras fizeram com que se aumentasse a capacidade de internamento de 190 para 220 camas e melhorasse o atendimento
As obras fizeram com que se aumentasse a capacidade de internamento de 190 para 220 camas e melhorasse o atendimento

As obras de reabilitação e ampliação beneficiaram, entre outros serviços, o banco de urgência, o laboratório de análises clínicas, o bloco operatório e o centro de hemoterapia.
A intervenção, foi feita por iniciativa do governo provincial, permitiu ampliar a capacidade de internamento de 190 para 220 camas.
As obras, custeadas pelo governo provincial, consistiram no revestimento das paredes e do piso a nível das diferentes dependências e na pintura das paredes exteriores.
O director-geral do hospital frisou que se impõe a recuperação faseada do estabelecimento para proporcionar “um ambiente harmonioso de trabalho entre os técnicos de saúde e os pacientes”.
Gimi Nhunga revelou que a fase seguinte prevê a abertura de uma segunda sala no bloco operatório, tendo em conta o elevado número de casos de cirurgias diárias, sobretudo cesarianas.
O governador da província da Lunda-Norte, que visitou o hospital após a conclusão das obras, garantiu que vão continuar a ser melhoradas as condições de trabalho e de atendimento aos pacientes nas principais unidades sanitárias.
Ernesto Muangala disse que a formação e actualização contínua dos técnicos do sector vão ser tidas em conta nos programas do governo local “por constituírem factores determinantes para a melhoria dos serviços sanitários”.

O governado afirmou também que vão ser recuperadas, nos próximos dias, as morgues do hospital provincial e do de Sacavula, ambas há vários anos inactivas.
Ernesto Muangala visitou, igualmente, as obras de reabilitação do Hospital Sanatório de Sacavula e garantiu apoios para a sua conclusão. Esta unidade acolhe doentes com tuberculose, VIH/Sida e outras doenças contagiosas.


Falta de equipamentos de diagnóstico e quadros

O director-geral do hospital provincial queixou-se de, apesar da intervenção que está a ser feita no estabelecimento, haver falta de equipamentos de diagnóstico e quadros especializados, sobretudo nas áreas de anestesia, oftalmologia e obstetrícia. As acções prioritárias para a modernização dos serviços no maior hospital da Lunda-Norte, disse, devem ser o reforço do laboratório, com reagentes para a realização de analise, e um aparelho de Raio X fixo.


Viaturas são necessárias

“Os meios de diagnósticos de que dispomos têm, diariamente, muitas avarias”, deplorou, recordando que, à semelhança do edifício, os equipamentos tenham mais de 95 anos. Gimi Nhunga referiu a importância de se reforçar a formação dos enfermeiros em técnicas modernas de prestação de serviços, principalmente na gestão e administração de medicamentos.
Outra dificuldade, disse, é a falta de uma viatura de todo-o-terreno para facilitar o transporte para zonas de difícil acesso. O hospital provincial da Lunda-Norte tem 22 médicos e 150 enfermeiros, número insuficiente, frisou, para atender as cerca 80 pessoas que diariamente acorrem ao estabelecimento. As doenças mais frequentes na província são diarreicas e respiratórias agudas e a malária.

 

Armando Sapalo |Dundo

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Nilo Mateus

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