Quarteto da paz avança o diálogo

O presidente da Autoridade Nacional da Palestina Mahmoud Abbas(à direita) pediu em Setembro à ONU o reconhecimento do Estado
O presidente da Autoridade Nacional da Palestina Mahmoud Abbas(à direita) pediu em Setembro à ONU o reconhecimento do Estado

Enviados do Quarteto para o Médio Oriente reúnem-se, no domingo, em Bruxelas, para tentarem fazer progredir as negociações de paz entre israelitas e palestinos, anunciou, na quarta-feira, o Departamento norte-americano de Estado.
Os Estados Unidos são representados por David Hale, o enviado especial de Washington para o Médio Oriente, que representa também o país nas reuniões de Berlim, Paris e Londres, disse a porta-voz do departamento britânico.
Victoria Nuland afirmou que David Hale vai debater, com outros diplomatas, “uma variedade de temas”, que podem incluir a ajuda norte-americana aos palestinos e o recomeço das negociações.
As conversações directas de paz entre israelitas e palestinos foram interrompidas há um ano, quando o primeiro-ministro de Telavive, Benjamin Netanyahu, negou ampliar a moratória da construção de colonatos judaicos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, ocupadas, em 1967, pelo Estado judeu na Guerra dos Seis Dias.
O Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu, em Setembro, às Nações Unidas o reconhecimento do Estado palestino.
A solicitação está a ser avaliada pelo Conselho de Segurança do órgão, mas não deve passar devido à oposição dos Estados Unidos aliados históricos de Israel.
Na ocasião, o Quarteto para o Médio Oriente pediu as partes que retomassem o diálogo directo e estabeleceu prazos para as partes apresentarem propostas.  Negociadores de ambos os lados têm, até o dia 23, de reiniciar as conversações para  um acordo até o fim de 2012.

Substituição de Blair

Mohammed Ishtayeh, um proeminente dirigente do Comité Central do Fatah, facção que controla a Autoridade Palestina, pediu a substituição do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair como enviado internacional para o Médio Oriente, a quem acusam de adoptar posições favoráveis ao governo de Israel e de “ser inútil”. Ao falar a uma rádio palestina, Mochammed Ishtayeh, também conselheiro de Abbas, disse que o ex-primeiro ministro tony  Blair não pode ser considerado um mediador imparcial.

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

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