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Protestos contra austeridade terminam em confrontos em Atenas
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Protestos contra austeridade terminam em confrontos em Atenas

Jovens incendiaram latas de lixo e jogaram pedras contra a polícia, em Atenas.

O primeiro dia de uma das maiores greves contra a crise na Grécia terminou em pancadaria nesta quarta-feira. Nas margens do protesto, que reuniu pelo menos 80 mil pessoas, jovens incendiaram latas de lixo, quebraram vitrines e atiraram pedras e coquetéis molotov contra a polícia, iniciando o confronto no centro de Atenas. Os policiais usaram gás lacrimogêneo para conter a violência.

Pelo menos 45 pessoas ficaram feridas, das quais 25 policiais e 20 manifestantes. Um policial localizado na multidão foi alvo de ataques por um grupo de agressores, que roubaram a sua arma.

Com o aumento da violência, a maioria dos manifestantes deixou o local. O tumulto se iniciou na metade da tarde, em frente ao Parlamento grego, enquanto os grevistas protestavam contra um novo plano de austeridade, que deve ser votado nesta quinta-feira pelos parlamentares. uma primeira votação, nesta noite, aprovou o projeto. As novas medidas foram uma exigência dos principais credores da Grécia, afundada em uma crise econômica.

Em toda a Grécia, as manifestações de hoje atingiram pelo menos 125 mil pessoas e a paralisação dos serviços vai durar 48 horas. Os transportes foram atingidos: metrô, trens, ônibus e mesmo os táxis não estão funcionando. Os controladores aéreos decidiram suspender as atividades por 12 horas.

Praticamente todos os setores de atividades do país aderiram ao movimento. O clima é de desobediência civil e revolta entre os gregos com a grave crise econômica que atinge o país. Professores, médicos e até os principais jornais estão em greve, desde o início da semana. Nas ruas de Atenas, os dejetos se acumulam com a greve dos lixeiros, que começou no dia 2 de outubro.

Os manifestantes vão se concentrar diante do Parlamento, onde acontecem os debates que precedem a votação desta quinta-feira de novas medidas de austeridade propostas pelo governo grego. O primeiro-ministro, George Papandréou, pretende diminuir o número de funcionários, congelar convenções coletivas e aumentar o imposto de renda.

Atenas quer a adoção do pacote no Parlamento antes da reunião do Conselho Europeu, que acontece neste domingo em Bruxelas, de olho na liberação de uma parcela de 8 bilhões de euros do plano de ajuda a Grécia.

A degradação da situação econômica da população é crescente. A redução dos salários no serviço público pode chegar a 65% do valor pago em 2009. O desemprego já afeta 42% dos jovens.

 

Fonte: RFI

Fotografia: Reuters

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