Protecção Civil garante auxílio

Autoridades locais estão preocupadas com as pessoas que teimam em construir em zonas consideradas de risco próximo de ravinas
Autoridades locais estão preocupadas com as pessoas que teimam em construir em zonas consideradas de risco próximo de ravinas

O comandante provincial da Lunda-Norte dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, Justino Catoto, assegurou ontem, no Dundo, que a instituição está preparada para intervir em acções que visem minimizar os danos que possam ser causados às comunidades, pelas chuvas.
Justino Catoto disse que as acções de intervenção junto das vítimas de calamidades naturais têm estado a ser preparadas ao pormenor, por uma comissão técnica integrada pelas direcções provinciais da Saúde, Transporte, Assistência Social, Polícia Nacional e administrações municipais.
Esta comissão tem trabalhado no sentido de se criarem as condições logísticas e financeiras, para fazer face aos prejuízos que as chuvas podem provocar às comunidades.
Segundo Justino Catoto, há um certo receio de que haja um aumento de chuvas nos próximos dias, o que pode provocar o alastrar das ravinas, a destruição de casas e várias outras infra-estruturas sociais, administrativas e redes viárias.
Para o comandante provincial, o grande problema que se coloca, neste momento, tem a ver com as pessoas que teimam em construir em áreas consideradas de risco, como junto das bombas de combustível, ravinas, baldios e zonas arenosas, sem, contudo, obedecerem o princípio de ordenamento urbano, apesar dos apelos feitos.
As autoridades administrativas estão a trabalhar para que se encontrem estratégias que permitam retirar as pessoas das zonas de risco, através da distribuição de terrenos em locais de maior segurança, para que possam construir em segurança.

Casos registados

O comandante sublinhou, no entanto, que desde o início da presente época chuvosa ainda não foram registados casos relevantes, provocados pelas calamidades naturais, a nível da Lunda-Norte. Entre Setembro e a primeira quinzena de Outubro, a instituição registou três casos de incêndio em residências, causados por negligência e falta de observância das normas de segurança, além de um caso de afogamento, que mereceu a pronta intervenção da corporação.
Três prestações de serviços especiais de prevenção contra incêndios, 84 intervenções de socorro
e um caso de cadáver removido, foram outras situações que exigiram a intervenção do comando provincial.
O oficial superior da corporação apontou a falta de infra-estruturas a nível das sedes municipais do Lucapa, Cambulo e Cuango, onde o órgão está representado, a falta de transportes, capacidade técnica e as más condições de vida dos funcionários como as principais dificuldades dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros.

 

João Silva|Dundo

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Benjamim Cândido

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