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Polícias abatem águias na corrida à final
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Polícias abatem águias na corrida à final

Conjunto do bairro Rocha Pinto ultrapassou com clara supremacia o Benfica de Luanda ontem à tarde no Estádio dos Coqueiros

O Interclube apurou-se ontem, no Estádio dos Coqueiros, para a final da Taça de Angola em futebol pelo segundo ano consecutivo, ao vencer nas meias-finais o Benfica de Luanda, por 1-0.
A formação do Ministério do Interior discute o troféu no Dia da Independência Nacional com o vencedor do encontro da segunda meia-final, entre o 1º de Agosto e o 1º de Maio de Benguela, marcado para 2 de Novembro.
O primeiro quarto de hora foi marcado pelo equilíbrio, com as duas equipas empenhadas e à procura de golo inaugural. Depois, a formação encarnada baixou de produtividade fruto da ascensão dos polícias na partida. O trio constituído por Manucho Barros, Capuco e Joel criou sérios embaraços ao último reduto do Benfica de Luanda. O sector defensivo da equipa da águia mostrou-se inseguro, permitindo que os jogadores do grémio do Interior jogassem a seu bel-prazer.
O Interclube adiantou-se no marcador aos 34 minutos, na transformação de grande penalidade cobrada por Joel, a castigar mão à bola de um jogador do Benfica. Com o golo marcado, os comandados de António Caldas voltaram a evidenciar-se no desafio, procurando dilatar o marcador. Nas inúmeras oportunidades criadas, os avançados do Interclube revelaram-se perdulários. Pedro Henriques e Manucho Barros não conseguiam enquadramento com a baliza. No segundo tempo, o Benfica de Luanda surgiu com outra atitude e tentou contrariar o ascendente do opositor. O técnico Luís Mariano mexeu no esquema táctico da equipa, abdicando do 4-4-2 para apostar num 5-3-2. António Caldas não abriu mão do 4-5-1.
Depois das alterações feitas, o Benfica equilibrou o jogo. Assistiu-se a uma partida emotiva e competitiva. À medida que os “donos” da casa cresciam na partida, o Interclube recuava no jogo, na tentativa de defender o resultado e garantir presença na final, como forma de salvar a temporada, na impossibilidade de defender o título de campeão nacional.
O avançado Reginaldo, do Benfica foi uma dor de cabeça para os defesas do Interclube. No final do encontro, o técnico António Caldas enalteceu o espírito da sua equipa, que permitiu o apuramento para a final da Taça. “Sentimo-nos orgulhosos por chegarmos à final. Vamos para esta final procurar o troféu, com respeito pelo adversário”, realçou.
Abílio Amaral, treinador-adjunto do Benfica de Luanda, lamentou o desaire diante do Interclube. “Jogámos com o objectivo de chegar à final. Não foi possível, porque o futebol tem dessas cosias”, sublinhou o técnico-adjunto do brasileiro Luís Mariano.

 

António de Brito

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: M. Machangongo

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