Pequenos clubes mostram serviço

Dirigente desportivo defende que o trabalho e a organização é fundamental nos clubes
Dirigente desportivo defende que o trabalho e a organização é fundamental nos clubes

O presidente do Comité Olímpico Angolano (COA), Gustavo da Conceição, reconheceu em Luanda, a competitividade no Campeonato Nacional de Futebol da primeira divisão (Girabola’2011), a uma jornada do fim, com Recreativo do Libolo e o Kabuscorp do Palanca na luta pelo título.
Numa avaliação ao desfecho da principal competição do futebol interno, o dirigente desportivo referiu à Angop que as duas equipas estão em condições de conquistar a prova. “É preciso reconhecer que o Girabola, nos últimos anos, deu um grande salto competitivo. A julgar pela dedicação e desempenho das direcções e as equipas do Libolo e do Kabuscorp, podemos defini-las como meritórias as posições que ocupam”, disse o presidente do COA.
Gustavo da Conceição acrescentou que o êxito do Libolo e do Kabuscorp é o reflexo da evolução do campeonato e de um maior trabalho dos novos clubes envolvidos que, estrategicamente, foram mais perspicazes do que os tradicionais vencedores, o 1º de Agosto, o Petro de Luanda e o Interclube.
O CAN’2010, disputado em Angola, foi apontado pelo dirigente olímpico como um dos incentivos que tornou também muito mais renhida a maior competição futebolística angolana.
“Depois do CAN’2010, que serviu de incentivo à prova interna, equipas novas como o Libolo, o Kabuscorp e o Recreativo da Caála trabalharam muito e conseguiram superar as tradicionais candidatas ao título do Girabola. Também é preciso analisar com muita profundidade as principais causas do fracasso dos grandes do campeonato para se aferir o que fizeram de errado”, sublinhou o presidente do Comité Olímpico Angolano.
Gustavo da Conceição disse que o 1º de Agosto e o Interclube (campeão) tiveram problemas com mudanças de treinadores. “O Petro apostou nos jogadores mais jovens, o que talvez tenha influenciado o mau início de época e mesmo o resultado final da prova”, realçou.
“Apesar de não possuir dados palpáveis sobre os volumes de investimentos dos participantes, tenho a certeza de que os clubes apostaram ao máximo para ganhar. Por isso, não acredito que seja mais investimento que garante o triunfo. Posso apenas considerar que o Libolo e o Kabuscorp fizeram um melhor trabalho desportivo”, sublinhou.

O presidente do COA referiu que os dirigentes do Libolo tiveram uma grande visão ao contratarem o treinador Zeca Amaral, que era seleccionador nacional, além de jogadores que trouxeram uma reconhecível mais-valia ao plantel. Acção idêntica foi feita pelo presidente do Kabuscorp do Palanca, Bento Kangamba, que, entre outros, contratou um treinador com bastante experiência no futebol nacional e africano, o ucraniano Viktor Bondarenko).
O também presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB) realçou o mérito do Kabuscorp, pelo empenho do seu líder em tornar uma equipa de bairro em candidata à conquista do título. A utilização de campos relvados no Girabola foi igualmente uma das causas da evolução competitiva das equipas.
Na última ronda do Girabola, marcada para 6 de Novembro, o Recreativo do Libolo defronta o FC de Cabinda, no Kwanza Sul, e o Kabuscorp enfrenta o Santos FC. O Interclube, campeão em título, soma 50 pontos, na quinta posição. O Académica do Lobito é o último, com apenas 13 pontos.

 

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: JA

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