Palestinos obtêm status de membro pleno da Unesco

O ministro das Relações Exteriores da Palestina, Riyad al-Malki (c), conversa com Ekmeleddin Ihsanoglu (e), secretário-geral da Cooperação Islâmica, e com o embaixador palestino na Unesco, Elias Sanbar (d), em Paris, nesta-segunda-feira.
O ministro das Relações Exteriores da Palestina, Riyad al-Malki (c), conversa com Ekmeleddin Ihsanoglu (e), secretário-geral da Cooperação Islâmica, e com o embaixador palestino na Unesco, Elias Sanbar (d), em Paris, nesta-segunda-feira.

A conferência geral da Unesco, que acontece em Paris, aprovou nesta segunda-feira a adesão dos palestinos como estado membro de pleno direito da organização, com 107 votos a favor, 14 votos contra e 52 abstenções. A França e o Brasil votaram a favor. Estados Unidos, Alemanha e Canadá votaram contra.

Antes da votação, o ministro das Relações Exteriores da Autoridade Palestina, Riyad al-Malki, defendeu a candidatura de seu país.

No último dia 5, o Conselho Executivo da Unesco já havia se mostrado favorável à adesão da Palestina, com 40 votos a favor entre as 58 nações que integram o órgão. Quatro países votaram contra – Estados Unidos, Alemanha, Romênia e Letônia -, enquanto outros 14 se abstiveram. Para conceder o status de Estado membro para um estado, a Unesco precisa da aprovação de dois terços dos 193 países representados.

Para os palestinos, a adesão como membro pleno da Unesco é um primeiro passo no processo de adesão à Organização das Nações Unidas como estado membro. A candidatura à ONU foi solenemente entregue no dia 23 de setembro em Nova York pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e deve ser examinada no dia 11 de novembro pelo Conselho de Segurança, onde poderia levar um veto americano.

Antes da votação, os americanos já haviam ameaçado congelar as contribuições financeiras à entidade, o que representaria um corte de 22% dos fundos da Unesco. Duas leis americanas do início dos anos 90 proíbem o financiamento de um agência especializada das Nações Unidas que aceite os palestinos como Estado membro de pleno direito, antes que se chegue a um acordo de paz com Israel.

 

Fonte: RFI

Foto: REUTERS/Benoit Tessier

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