País consome duas das nove substâncias regulamentadas pelo Protocolo de Montreal

Duas substâncias, das nove regulamentadas pelo Protocolo de Montreal, são consumidas em Angola, em grande quantidade no sector de refrigeração e ar condicionado, informou hoje, terça-feira, em Harare (Zimbabwe), o Ponto Focal do país, António Matias. O Ponto Focal da Convenção de Viena e Protocolo de Montreal, que apresentou durante o segundo dia dos trabalhos da 15ª Reunião Conjunta dos representantes Africanos, referiu que tais substancias são o Clorofluorcarbonos (CFC) e os Hidroclorofluorcarbonos (HCFC). Apresentando o estado de implementação do Protocolo em Angola, o oficial, adiantou que em pequenas quantidades são consumidas outras substâncias tais como os Halons (sector de extinção de incêndios) e o Tetracloreto de carbono, para uso laboratoriais.

Diante dos representantes de diversas agências de implementação do Sistema das Nações Unidas presentes neste evento e dos seus homólogos provenientes de 55 países africanos, realçou que o Ministério do Ambiente de Angola, tem como perspectiva realizar um workshop sobre a difusão das alternativas das substâncias que empobrecem a Camada do Ozono. Dará também continuidade com a formação dos técnicos de refrigeração e ar condicionado, no sentido de utilizarem as substâncias alternativas tais como: os Hidrofluorcarbonos (HFC), Amoníaco, Dióxido de carbono e Hidrocarbonetos (HC), gases considerados “amigos do Ozono”.

Muitas dessas substâncias, de acordo com António Matias, já são consumidas em Angola no sistema de refrigeração e ar condicionado, faltando apenas a formação dos técnicos de frio no manuseamento de forma correcta do fluido refrigerante Hidrocarboneto (HC), pelo facto de ser um gás inflamável. Além de Angola, outros países, apresentaram de igual modo o estado de implementação do Protocolo de Montreal. Neste encontro, apresentações técnicas e científicas versada na metodologia de substituição das substâncias que empobrecem a Camada do Ozono, foram efectuadas por representantes das agências de implementação do Sistema das Nações Unidas.

Fonte: Angop

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