Nova Zelândia vive pior tragédia ambiental da sua história

Na Nova Zelândia, uma espécie rara de pinguins azuis sofre com o vazamento de óleo.
Na Nova Zelândia, uma espécie rara de pinguins azuis sofre com o vazamento de óleo.

O vazamento de petróleo provocado pelo acidente do navio de carga Reno é “a pior catástrofe ecológica marítima” na história da Nova Zelândia, disse o ministro do Ambiente Nick Smith. Mais de 100 toneladas de óleo já vazaram.

Os cálculos preliminares da Autoridade Marítima da Nova Zelândia apontam que entre 130 e 350 toneladas de óleo já vazaram do navio Rena. As fortes rajadas de vento no litoral neozelandês pioram as condições climáticas e o casco da embarcação ameaça romper e liberar mais 1.700 toneladas de combustível no arrecife Astrolabe, a 22 km da cidade de Tauranga, na ilha do norte do país.

As manchas de óleo já provocaram a morte de várias aves e ameaçam o ecossistema que é um dos mais ricos do país. De acordo com Rebecca Bird, da organização ambiental WWF, as próximas 48 horas serão decisivas na luta para impedir um desastre ainda maior.

O trabalho de bombeamento dos tanques da embarcação prossegem nesta terça-feira em condições bastante difíceis. Até o momento, apenas um dos quatro tanques de combustível registra vazamento, mas as ondas atingem até cinco metros de altura e comprometem a estrutura do navio. Apesar da corrida contra o tempo, por causa dos riscos da operação, uma equipe de 36 especialistas teve que deixar o navio que começou a afundar. « As condições climáticas mudam o tempo todo e estão contra nós. Preferimos garantir a segurança do pessoal », disse Catherine Taylor, diretora da da Autoridade Marítima da Nova Zelândia.

Imagens de TV do Rena mostram que o navio naufragou a alguns quilômetros das belas praias do litoral neozelandês. Preocupados em proteger o patrimônio natural, na costa, alguns moradores tentam limpar a área, mas as autoridades afirmam que não se deve tocar as placas de óleo que se formam na areia sem equipamento adequado porque elas são altamente tóxicas.

 

Fonte: RFI

Foto: AFP/ Bay of Plenty Regional Council

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