Ministro pede organização dos municípios no combate à pobreza

Ministro da Administração do Território, Bornito de Susa.
Ministro da Administração do Território, Bornito de Susa.

Huambo – O ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, considerou sexta-feira, na cidade do Huambo, necessário que os municípios tenham organização no seu funcionamento, por forma a assegurar-se um serviço de proximidade às populações.

O pronunciamento foi feito no acto de abertura do Encontro Nacional de Avaliação do Progresso dos Programas Municipais Integrado de Desenvolvimento Rural de Combate à Pobreza, implementado este ano.
Segundo o ministro, os serviços a prestar às populações vão desde os institucionais, administrativos e camarários, por estarem ligados à área social, com destaque para a educação, por ser a base do desenvolvimento, a exemplo de muitos países que viveram em guerra e sem recursos naturais, mas desenvolveram-se com este factor.
Destacou que uma área que deve merecer a atenção do executivo é a saúde, daí muitos pensarem que o aumento dos hospitais é a solução.
“As populações podem reduzir a procura dos hospitais, se tiverem acesso à água potável, saneamento básico, casas, alimentação, produção alimentar e outros, podendo contribuir na melhora da saúde das populações”, disse.
Sugeriu a organização do sistema do comércio rural ligado à agricultura, afirmando que a paz permitiu um esforço significativo, no sentido de aumentar-se a produção agrícola, pelas populações, em todo país.
“Paralelamente a este processo, chegam notícias que as produções estão a deteriorar-se nos campos, por falta de condições de escoamento. Isso pode afectar a produção, por parte das populações. Há necessidade de potenciar  a agricultura e organizar o comércio rural, para acabar-se com essa situação, que desencoraja os produtores”, destacou.
Durante o encontro, que junta dirigentes das 18 províncias do país e membros da Comissão Nacional de Combate à Pobreza, os participantes vão analisar assuntos ligados ao “PMIDRCP” e traçar novas políticas de actuação para 2012, no quadro do melhoramento da qualidade de vida das populações.
Fonte: Angop
Fotografia: Angop

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