Ministro pede maior envolvimento para levar a saúde às comunidades

Várias unidades hospitalares estão a ser erguidas pelo país para melhorar o atendimento da população e reduzir a mortalidade
Várias unidades hospitalares estão a ser erguidas pelo país para melhorar o atendimento da população e reduzir a mortalidade

O ministro da Saúde, José Van-Dúnem, apelou sábado, em Luanda, para a necessidade das comunidades envolverem-se no rastreio de doenças do fórum oftalmológico, sobretudo em crianças.
José Van-Dúnem lançou o alerta no acto de abertura da terceira reunião luso- africana de oftalmologia, que decorreu no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda.
“Devemos utilizar de forma racional os recursos para os enormes desafios que nos esperam”, afirmou o ministro José Van-Dúnem, salientando que encontros do género permitem a generalização de boas práticas que se traduzem no bom atendimento às populações. Por sua vez, a presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, Manuela Carmona, reconheceu a carência de quadros com vista ao desenvolvimento técnico dos países africanos de língua portuguesa.
Manuela Carmona defendeu a criação de sociedades de oftalmologia para haver maior intercâmbio entre os países, acrescentando que Portugal possui mil oftalmologistas, cifra recomenda pela Organização Mundial da Saúde.
Participaram na terceira reunião luso- africana de oftalmologia representantes dos serviços oftalmológicos de Angola, Portugal, Cabo-Verde, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe.
Ontem, no encerramento do encontro,o bastonário da Ordem dos Médicos (ORMED) de Angola, Carlos Alberto Pinto,afirmou que cerca de 90 por cento das pessoas cegas vivem nos países em desenvolvimento, pelo que se justifica uma intervenção muito clara nos métodos e processos de aplicação das medidas que estão contidas no documento “Objectivos de Desenvolvimento do Milénio”. “Entre nós não foi ainda elaborada uma quantificação do custo-benefício que algumas medidas poderiam proporcionar para a diminuição drástica da cegueira, que está ligada a factores ambientais, sanitários, educacionais e sociais”, disse.
Acrescentou que  alguns oftalmologistas e médicos de saúde pública estão vivamente interessados em investigar esta relação, contribuindo assim para o desenvolvimento humano. Para o bastonário, sem uma diminuição na prevalência da cegueira e baixa visão, atacando os problemas na sua origem, os países vão continuar a assistir a sua riqueza diminuir, porque “um povo é feliz quando é saudável, e quando produz riqueza está menos dependente de terceiros”.

Carlos Alberto Pinto lançou o desafio para que se possam apreciar as Metas de Desenvolvimento do Milénio quanto às medidas ligadas à implementação da Visão 2020 – O direito a uma boa visão.

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Mota Ambrósio

DEIXE UMA RESPOSTA