Ministra da Cultura inaugura feira

Rosa Cruz e Silva e a ministra da Família e Promoção da Mulher ontem quando percorriam o espaço da feira na Praça da Independência
Rosa Cruz e Silva e a ministra da Família e Promoção da Mulher ontem quando percorriam o espaço da feira na Praça da Independência

A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, disse ontem em Luanda que a realização da Feira Nacional do Artesanato vai ajudar a aumentar as rendas dos artistas e a combater a pobreza dos artesãos nacionais.
Rosa Cruz e Silva, que falava ontem na abertura da segunda edição da Feira Nacional do Artesanato, que decorre até amanhã, às 19h00, na Praça da Independência, disse que esta iniciativa do seu Ministério, em parceria com os Governos Provinciais, vai ajudar também na divulgação dos trabalhos dos artesãos.
Realçou que o Ministério incluiu no seu programa, através do Instituto Nacional das Indústrias Culturais (INIC), acções que visam promover as actividades dos artesãos que ao longo dos anos têm produzido obras de arte e encontram dificuldades para a venda dos seus produtos.
A ministra adiantou que a primeira edição da feira foi uma experiência positiva e espera que a II edição seja também “coroada de êxitos”, tendo em conta o nível de participação dos expositores.
Rosa Cruz e Silva reconheceu existirem ainda algumas dificuldades na recolha dos materiais de trabalho e na produção por parte de alguns expositores. Porém, a ministra acredita que o artesanato em Angola, seja feito por profissionais nas escolas ou espaços urbanos, vai encontrar na feira uma forma de se firmar e mostrar a capacidade inovadora dos seus fazedores. “O que pretendemos é que esta força seja redobrada para contribuir para o desenvolvimento económico do país.”
O coordenador da Feira, António Fonseca, disse que as únicas províncias ausentes desta edição são as da Lunda-Norte e Sul. “Mas temos já tudo montado para que a actividade seja um sucesso”, disse.
Fonseca disse que estão inscritos 90 expositores, que colocaram à disposição do público 1.500 peças. “Um dos objectivos principais da feira é preservar e valorizar as artes nacionais, reintroduzir nos cidadãos o hábito de comprar peças de artesanato, apoiar o turismo cultural e transformar esta expressão artística numa fonte de rendimento”, esclareceu. A Praça da Independência também esteve animada com a actuação do Duo Canhoto, dos grupos Nguami Maka e Ballet Nacional, num espectáculo de variedades, assistido por mais de 300 pessoas, entre governantes, diplomatas e estudantes, que acorreram ao local para observar as peças expostas e conviver com os artistas.

António Fonseca disse que os objectivos da feira são a preservação e valorização das escolas artísticas tradicionais, reintrodução do hábito do consumo do artesanato no quotidiano das pessoas, o apoio ao turismo cultural e a transformação do artesanato numa fonte de rendimento para as comunidades.
A II edição da feira, que termina amanhã, abarca várias categorias artísticas, como a cerâmica, gravura, escultura, tecelagem, pintura, gravura, vestuário e calçado, artigos de beleza e cosméticos.

Manuel Albano

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Paulo Mulaza

 

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