Metas do milénio são para cumprir

Ministro da Educação Pinda Simão
Ministro da Educação Pinda Simão

O Executivo angolano está “fortemente engajado” na criação de condições estruturais necessárias para atingir os objectivos do milénio para o desenvolvimento sobre a Educação Para Todos, disse na sexta-feira, em Paris, França, o ministro da Educação, Pinda Simão.
Ao discursar na 36ª Sessão da Conferência Geral da UNESCO, Pinda Simão disse que, no quadro da reforma educativa conduzida pelo Executivo desde 2004 e aplicada ao subsistema geral e técnico-profissional, os objectivos específicos, como a expansão da rede escolar, a melhoria da qualidade do ensino e a valorização dos professores seguem o seu curso normal.
O ministro informou que o número de alunos aumentou de cerca de 2,6 milhões, em 2002, para mais de seis milhões, em 2010, apoiado pela construção de 54 mil novas salas de aula.Durante o mesmo período, afirmou, a taxa de aprovação aumentou de 46 para 80 por cento e o crescimento do número de professores foi de 80 por cento, ultrapassando os 200 mil.
O ministro referiu que o ensino superior conheceu um crescimento notável a partir de 2005, quando o país só tinha uma universidade e algumas instituições de ensino superior privado acolhendo cerca de 40 mil estudantes. Actualmente existem 17 instituições do ensino superior público e 22 privadas, frequentadas por cerca de 150 mil estudantes, orientados por 2.000 professores nacionais e estrangeiros.
No quadro da iniciativa da UNESCO para a educação em ciências da terra em África, o Executivo angolano prepara-se para criar um Centro de Excelência de formação superior, visando o desenvolvimento sustentável.
O ministro recordou que o Executivo angolano aprovou, recentemente, a política nacional, a estratégia nacional e o mecanismo de coordenação do sistema nacional da ciência, da tecnologia e da inovação.
Pinda Simão manifestou, em nome do Executivo angolano, a sua satisfação pela inscrição dos arquivos dos Dembos nas Memórias do Mundo da UNESCO, assim como pela recomendação do conselho executivo da sessão da Conferência Geral de fazer figurar o nome da Rainha Ginga MBandi no calendário comemorativo dos aniversários das personalidades que marcaram a história da humanidade.

“Estamos felizes com o avanço do dossier de nomeação da cidade histórica de Mbanza Kongo, sede do antigo Reino do Kongo, na lista do património mundial com a assistência técnica do Centro do Património Mundial da UNESCO”, acrescentou.


Formação de cientistas

O Centro de Excelência de formação superior em ciências da terra deve assegurar a formação de jovens angolanos e os da região austral de África num processo de parceria estratégica entre o Executivo, universidades de outras partes do Mundo e o financiamento privado, garantiu o ministro da Educação.
O projecto foi concebido de acordo com critérios definidos pela UNESCO para a criação de um Centro de Categoria 2.
Num outro plano, Pinda Simão adiantou que a economia angolana está em pleno crescimento, mas deve ser apoiada e sustentada com acções que protejam o ambiente.
“Como contribuição ao desafio da mudança climática, nós fazemos alusão ao grande projecto Angola-LNG, em curso no Soyo, um dos grandes produtores de gás natural liquefeito.

Protecção do ambiente

O ministro falou, ainda, da preservação e protecção da biodiversidade. Afirmou que Angola está empenhada com outros quatro países vizinhos (Botswana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe) no desenvolvimento do projecto ambiental Kaza-okavango.
Outra acção conjunta é o projecto de gestão ambiental submarina, denominado BCLME, entre Angola, Namíbia e África do Sul. Falou também da criação de uma reserva no Parque Nacional de Cangandala para a protecção da palanca negra gigante.

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Jornal de Angola

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