Mesmo sem poder sair da China, Ai Weiwei provoca Pequim

"Bycicles forever", instalação de Ai Weiwei, em exibição em Taipei.
"Bycicles forever", instalação de Ai Weiwei, em exibição em Taipei.

Uma foto da mão artista plástico chinês Ai Weiwei, feroz crítico do governo de Pequim, fazendo um gesto obsceno em direção ao retrato de Mao Tse-Tung, em plena praça da Paz Celestial, é um dos destaques da exposição “Ai Weiwei Ausente”, em Taipei, em Taiwan.

“Minha ausência vai dar um sentido especial à exposição”, declarou em comunicado o artista, que não tem permissão de deixar a China. Ele ficou libertado em junho, após ficar três meses preso. A detenção arbitrária gerou protestos mundiais. O governo chinês acusa o artista de evasão fiscal. A revista Art Review, uma das mais importantes do setor, declarou recentemente que Ai Weiwei, 54 anos, é uma das figuras mais influentes do mundo a arte.

“Ai Weiwei Ausente” abre para o público neste sábado e fica em cartaz durante três meses, com 21 trabalhos de 1983 até hoje. A mostra em Taiwan inclui também um retrato de Wei Jingsheng, um dos mais conhecidos ativistas pró-democracia. Ele ficou 15 anos preso na China antes de ser exilado para os Estados Unidos. A peça principal é “Forever Bicycles”, uma instalação gigante com 1200 bicicletas, uma em cima da outra, um simbolismo da China em transição.

Um dos trabalhos mais conhecidos de Ai Weiwei é o estádio Ninho de Pássaros, projetado para os Jogos Olímpicos de Pequim.

 

Patrícia Moribe

Fonte: RFI

Foto: Reuters

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