Manifestantes foram detidos em Nova Iorque

Centenas de manifestantes foram detidos pela Polícia de Nova Iorque
Centenas de manifestantes foram detidos pela Polícia de Nova Iorque

Mais de 700 pessoas foram detidas, no sábado, em Nova Iorque, quando protestavam,  contra o que consideram “a ganância do sistema financeiro”.
Os manifestantes do protesto “Occupy Wall Street” (algo como “Ocupem Wall Street”, o coração financeiro nova-iorquino) cruzavam a ponte do Brooklin, quando foram detidos pela Polícia, a maioria por causar tumultos e obstruir o trânsito.
A manifestação não tinha autorização da Polícia, mas um porta-voz do movimento disse à BBC que “desde que caminhemos de maneira ordeira, é completamente legal”.
A polícia disse que “muitos não obedeceram às ordens de permanecerem na calçada” e que, por isso, “foram presos”.
As autoridades nova-iorquinas anunciaram, ontem, que os manifestantes tinham dido todos liberados após serem identificados.
Os organizadores da manifestação afirmaram que estavam “a defender 99 por cento da população norte-americana contra os mais ricos”.
Os activistas do movimento estão, há duas semanas, acampados próximo da Wall Street.

Desde meados de Setembro que os líderes do “Occupy Wall Street” incitavam os seguidores a juntar 20 mil pessoas, “inundar a Baixa de Manhattan”, onde fica  Wall Street, e a permanecerem acampados “durante meses”.
“Não é justo que o nosso Governo ajude as grandes corporações e não as pessoas”, afirmou, à BBC, um dos manifestantes, Henry-James Ferry.
Centenas de manifestantes ocuparam a região de Zuccotti Park, localizada não muito longe de Wall Street.
Em apoio, uma série de pequenas manifestações também foram realizadas noutras cidades norte-americanas. A relação, ao longo de duas semanas de protestos, entre manifestantes e a Polícia tem-se revelado difícil. Em 25 de Setembro, 80 pessoas do movimento foram presas, também por desordem e obstruírem o trânsito.
“Este não é um protesto contra a Polícia de Nova Iorque. É um protesto de 99 por cento da população contra o poder desproporcional de 1 por cento, que controla 50 por cento da riqueza do país”, disse, à BBC, um dos manifestantes.

 

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

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