João Maria de Sousa na luta anti-corrupção

João Maria de Sousa
João Maria de Sousa

A recuperação de valores transferidos de forma fraudulenta para o exterior do país serviu de experiência na conferência anual da Associação das Autoridades Anti-Corrupção, realizada de 21 a 24 deste mês em Marraquexe, Marrocos.
A apresentação foi feita pelo Procurador-Geral da República, João Maria de Sousa, ao abordar o tema “A recuperação de Activos”. O magistrado deu pormenores sobre a experiência de Angola na área. “É claro que não temos grande experiência nesse capítulo, mas temos alguns processos cujos crimes têm relação internacional e tivemos a oportunidade de recuperar já alguns valores”, disse.
No seu regresso de Marraquexe, João Maria de Sousa falou do “Caso BNA”, revelando, sem avançar números, que avultada somas já foram recuperadas: “recuperámos avultados montantes e como são crimes com algumas ligações internacionais, a investigação continua e há ainda valores apreendidos para serem restituídos e outros ainda vão ser apreendidos”, concluiu.
Em Junho, a Procuradoria-Geral da República emitiu um comunicado em que informava que tinham sido identificados três portugueses como principais suspeitos da burla, um deles já foi constituído arguido no processo. Os cúmplices angolanos, dizia o comunicado, há muito que estão identificados e a contas com a Justiça.
A operação culminou com a apre­ensão de viaturas topo de gama e documentação importante para perceber os contornos e autores da burla. João Maria de Sousa está desde o primeiro momento à frente do processo e tem dirigido as diligências e investigações que decorrem em Angola, Portugal e noutros países para onde foram realizadas as transferências fraudulentas.
A conferência anual da Associação das Autoridades Anti-Corrupção abordou temas como, o branqueamento de capitais, as formas de recuperação dos activos fruto destes crimes e a cooperação internacional.
A associação é integrada por 300 membros, representantes de instituições e órgãos nacionais de investigação criminal e mais de dois mil membros individuais, entre promotores de justiça, investigadores e especialistas com experiência nas áreas de prevenção e combate à corrupção.

Fonte: Jornal de Angola

Foto: Jornal de Angola

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