Insistência em morar em zonas de risco preocupa a administração do Cazengo

Muitas famílias vivem em zonas do município do Cazengo consideradas perigosas
Muitas famílias vivem em zonas do município do Cazengo consideradas perigosas

A administradora municipal de Cazengo, Edvijes de Jesus Ribeiro, considerou, na semana passada, preocupante a situação de algumas famílias que insistem em viver em zonas de grande risco, como as margens dos rios, valas de drenagem, pontes, zonas costeiras e debaixo de postos de alta tensão.
Na cidade de Ndalatando, por exemplo, nos bairros Estação, Posse, Boa Vista, São Filipe, Kibuangoma e Catome Baixo, muitas são as famílias que perderam ente queridos e viram os seus bens serem levados ou engolidos pelas águas das chuvas ou por outras calamidades naturais.
Segundo a administradora, geralmente, na época chuvosa, algumas casas destes bairros ficam submersas, porque as pessoas insistem em construir em zonas consideradas de risco.
O governo local já transferiu várias famílias para zonas mais seguras, mas depois, teimosamente, voltam a construir nos mesmos lugares.
O porta-voz dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, André da Costa, disse, por sua vez, que para se evitarem situações que coloquem em perigo vidas humanas, o seu sector tem estado a fazer campanhas de sensibilização, no seio da população de      Cazengo, Cambambe, Golungo-Alto, Samba-Cajú e Lucala, considerados os cinco dos 10 municípios que estão mais propensos a tais catástrofes.
Segundo adiantou, as pessoas que vivem nas margens dos rios Kwanza (Cambambe), Lucala, Muembes e Camungo, no município de Cazengo, tal como aquelas que vivem nas passagens hidráulicas da linha do comboio e debaixo dos postos de alta tensão, precisam de uma intervenção urgente, para que se evitem perdas humanas.  André da Costa informou ainda que, para garantia e assistência destas populações, foi elaborado um plano de contingência, onde figuram acções da Comissão de Protecção Civil para a época chuvosa, como o diagnóstico das zonas mais perigosas e o levantamento dos meios de apoio que serão necessários em caso de intervenção.
Alguns moradores destas áreas disseram à nossa reportagem que se sentem ameaçados por viverem nos locais de risco, mas por falta de outros espaços seguros, vão permanecer nas mesmas condições, até que encontrem lugares melhores e mais seguros.

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Nilo Mateus

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