Hotel Baía, à beira-mar plantado

Hotel Baía
Hotel Baía

O Hotel Baía é a mais recente unidade hoteleira de Luanda. Está situado na marginal da Praia do Bispo, próximo do mausoléu de Agostinho Neto. A sua localização geográfica — a 15 minutos do Aeroporto 4 de Fevereiro e a cinco do centro administrativo de Luanda — com uma vista soberba para o mar, é um dos principais pontos de diferenciação do hotel que, tal como as duas outras unidades hoteleiras do grupo Teixeira Duarte Angola (TDA) na capital (Trópico e Alvalade) se dirige essencialmente ao turismo de negócios.

Foi a pensar neste tipo de clientes que o grupo investiu numa arquitectura e decoração vanguardista e nas novas tecnologias (é o primeiro hotel em Luanda que utiliza o sistema de IPTV, televisão interactiva, um serviço oferecido gratuitamente aos clientes a par da internet wireless).

O hotel oferece ainda outro tipo de facilidades com o deck no oitavo piso, com piscina e bar lounge, assim com um restaurante internacional, um centro de fitness e spa e três salas para conferências. A unidade possui 138 quartos (incluindo seis suites) cujos preços rondam os 480 dólares para os quartos executivos, 420 para os aposentos com vista para o mar e 380 para quartos individuais.

Uma nova centralidade em Luanda

Nas palavras de Waldemar Duarte, administrador do grupo TDA, a unidade hoteleira está situada num dos “mais belos locais da cidade” e num ponto estratégico ao nível dos negócios. É na Praia do Bispo que se estão a implantar as sedes das grandes empresas petrolíferas e bancárias (como a da Chevron e do banco Caixa Totta) e  a ser edificada a nova Assembleia Nacional.

Recorde-se que é a nova marginal, como é conhecida a Avenida Agostinho Neto, será servida por uma radial, que ligará a capital angolana, ao Norte e ao Sul do país, passando pelo eixo viário de Benfica, a nova centralidade do Kilamba Kiaxi,  Viana, Cacuaco e a estrada de Catete.

O Hotel Baía levou três anos a construir. O empreendimento, avaliado em cerca de 40 milhões de dólares, foi erguido numa antiga lagoa artificial, o que obrigou o grupo Teixeira Duarte a fazer obras de alguma complexidade técnica tendo em vista o escoamento das águas salgadas para o mar. O lençol de água formou-se a partir de uma falha de terraplanagem da empresa que demoliu o antigo morro da Praia do Bispo, provocando a concentração de águas pluviais e marinhas. Conforme esclarecem os responsáveis, “foi um árduo trabalho de dois anos em fundações e outro para a edificação da torre de nove andares que permitiram a inauguração do hotel no corrente ano”. A estrutura, segundo os responsáveis, obedece aos mais modernos padrões de arquitectura onde se realça a cor metalizada das paredes, dando ao edifício um ar futurista, num claro contraste com a vista de mar e o cenário natural envolvente.

A inauguração ocorreu a 22 de Julho (o hotel começou a funcionar três semanas  antes, tendo registado uma taxa de ocupação de 58%) e a cerimónia foi apadrinhada pelo ministro da Hotelaria e Turismo de Angola, Pedro Mutinde. Na ocasião, o governante elogiou a iniciativa do grupo TDA, encorajando-o a estender o investimento a outras zonas de Angola, “para que o nosso país possa crescer de uma forma mais equilibrada e harmoniosa”.

O ministro referiu-se à construção de “hotéis e outras unidades turísticas em todos os municípios do país, como forma de criação de bases de suporte do mercado de trabalho, como é o caso das escolas de hotelaria”. E considerou que é “na formação técnico-profissional específica, que reside a chave do sucesso de todos os investimentos no sector turístico”. Acrescente-se, a este propósito, que o Hotel Baía emprega 120 jovens angolanos, cuja média de idades ronda os 27 anos.

Mais hotéis em Portugal e Moçambique

Recorde-se que, em Luanda, o grupo TDA também detém os hotéis Trópico (280 quartos) e Alvalade (202), localizados em duas zonas nobres da cidade. Ambos tem uma taxa de ocupação elevada, apesar dos seus preços selectivos. O grupo Teixeira Duarte, de origem portuguesa, detém mais cinco hotéis em Portugal e dois em Moçambique. Apesar de estar presente em 16 países, Angola é um dos mercados mais importantes para o grupo, sendo a construção civil o principal sustentáculo da sua actividade.

Outros ramos de negócio têm atraído a atenção do grupo caso do imobiliário (possui um edifício de habitação — Coqueiros Luanda Living — e dois de escritórios Edifício Van-Dunem 318 e Edifício Mainga, todos em Luanda); o automóvel (comercialização e representação das marcas Peugeot, Nissan e Honda e a marca Indiana, Mahindra), os cimentos (Angocine e Metangola), a distribuição (Maxi, Casa Coração e Maxilecto) e a restauração (pastelaria Nilo e restaurante Pintos). O grupo Teixeira Duarte, fundado em 1921, factura mais de 1800 milhões de dólares e emprega 13 mil colaboradores.

Hotel Baía

Proprietário  Grupo Teixeira Duarte Angola (TDA)

Localização  Avenida Agostinho Neto (nova marginal Luanda)

Inauguração  22 de Junho de 2011

Investimento  40 milhões de dólares

Quartos  138 (inclui 6 suites e 12 king size)

Facilidades  Restaurante, piscina, dois bares, centro de fitness e SPA, televisão LCD (com IPTV) e internet wireless gratuita, três salas para conferências.

Hotéis do grupo

ANGOLA Alvalade, Baía e Trópico;

MOÇAMBIQUE Avenida (Maputo); Tivoli (Beira);

PORTUGAL Eva (Faro); Oriental (Portimão); Sinerama (Sines), Stella Maris (Albufeira); Lagoas Park (Oeiras).

Site  www.tdhotels.pt

 

Fonte: Exame

Foto: Exame

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