Henrique Artes entra em cena

Actirz Suelma Mário e Borges Macula
Actirz Suelma Mário e Borges Macula

O grupo Henrique Artes leva à cena, domingo às 20h00, no palco da LAASP, a peça teatral “Passageira 640”, cujo pano de fundo é a violência de género.
O espectáculo, estreado a 26 de Maio de 2007, em Luanda, retrata a história de Virgínia, que durante longos anos de vida conjugal sofre na pele a violência do marido, tudo por causa de ciúmes.
Os ciúmes descontrolados de Francisco minam a relação do casal, que passa a viver num ambiente de instabilidade e silêncio absoluto, em que a resposta é a violência física e verbal.
Flávio Ferrão, responsável do grupo, disse que a peça é exibida numa altura em que o país acaba de ver aprovada a Lei Contra a Violência Doméstica. “A arte não pode deixar através de levar à cena peças que narram actos que não dignificam o amor e a vida. A história de Virgínia é idêntica à de milhares de mulheres em Angola e no Mundo, pois a violência contra a mulher impera ainda em muitas sociedades”.
Segundo o encenador, a peça “Passageira 640” é um grito de uma mulher que, no fundo, é a voz de milhares de mulheres que sofrem na pele este mal, onde os hematomas das pancadas e as frases grosseiras ocupam o lugar dos gestos e sentimentos mais belos, como o amor.
A peça é apresentada por dois actores, Suelma Mário (personagem de Virginia) e Borges Ma­cula  (Francisco), traduzindo-se num espectáculo com alguma dose de comédia.
Flávio Ferrão disse que o grupo Henrique Artes participa de 7 a 20 de Novembro, em São Paulo (Brasil), no VI Circuito de Teatro em Português, com a peça “Hotel Komarka”, que retrata a vida de sete presos numa cela. É um espectáculo cheio de humor e aventura, medos e sonhos.

Pela primeira vez, o encontro, que acontece no mês da Consciência Negra, vai reunir companhias de todos os países lusófonos e um grupo convidado da Galiza.
As 13 companhias distribuem-se e sobem aos palcos dos teatros Cacilda Becker, João Caetano e Zanoni Ferrite, em apresentações gratuitas de segunda a domingo.

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: DR

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