Henrique Artes aborda o síndrome de Dawn

Palco da antiga Liga Africana acolhe amanhã uma representação dramática em que a pequena Elvira é humilhada no seio da família
Palco da antiga Liga Africana acolhe amanhã uma representação dramática em que a pequena Elvira é humilhada no seio da família

O grupo de teatro Henrique Artes apresenta amanhã e domingo, às 20 horas, no Salão Multiuso da Liga Africana, a peça “Elvira”, que tem como pano de fundo a problemática situação da inserção social em Angola das crianças portadoras de Síndrome de Dawn.
Com direcção e encenação de Flávio Ferrão a peça é representada por quatro actores, nomeadamente, Naed Branco (personagem de Raquel); Benjamim Ferrão (Alexandre); Mónica Pereira (Elvira) e Clenir Kundi (Alexandra).
O texto narra a história de Elvira, uma criança portadora de Síndrome de Dawn que começa a ser marginalizada no seio da própria família, sendo humilhada e maltratada pelo pai, que não a aceita por preconceito, preferindo dar toda a atenção à sobrinha Alexandra. Essa afeição do tio pela sobrinha cria uma divisão na estrutura familiar. Por um lado, a dedicação da mãe pela filha e, por outro, a do tio pela sobrinha Alexandra.
O grupo Henrique Artes volta ao palco da Liga Africana no dia 23, para apresentar a peça “Passageira 640”, no âmbito da preparação para o Festival de Teatro em Português,  no Estado de São Paulo e nas cidades de Campinas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde vai apresentar “Hotel Komarka”, o mesmo trabalho com que arrebatou o Prémio Revelação, na última edição do Festival de Teatro de Língua Portuguesa (Festlip), em Julho, no Rio de Janeiro.
A conquista deste prémio, adiantou Flávio Ferrão, foi o primeiro do grupo em termos internacionais, uma vez que na sua galeria constavam dois de Luanda, em 2004, com a peça “Luanda meu enigma”, e em 2008, com “Concavo e convexo”.
Além destas distinções, o grupo conquistou, também, o de melhor actriz, em 2007, e melhor actor, em 2010. O grupo Henrique Artes foi fundado no ano 2000, no colégio Henriques, em Luanda.

 

António Bequengue

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Jornal de Angola

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