Habitações sociais com obras paradas

Filomena Delgado anunciou medidas para responsabilizar o empreiteiro contratado
Filomena Delgado anunciou medidas para responsabilizar o empreiteiro contratado

A secretária de Estado para o Desenvolvimento Rural, Filomena Delgado, manifestou, quinta-feira, a sua insatisfação por causa dos atrasos que se registam na construção de 256 habitações sociais na aldeia de Canaúlo, a 10 quilómetros da sede municipal do Golungo Alto, província do Kwanza-Norte.
Em declarações à imprensa no final de uma visita de dois dias que efectuou à província, Filomena Delgado disse ser com preocupação que constatou que o projecto habitacional regista atrasos significativos na sua execução.
A secretária de Estado garantiu que o Executivo pode, em função disso, tomar algumas medidas para imprimir outra dinâmica às obras e responsabilizar o empreiteiro pelos atrasos que se verificam na execução do projecto.
O director da empresa encarregada pela execução da obra, Luís Mendes, justificou que os atrasos que se verificam são derivados de constrangimentos relacionados com a fabricação de tijolos, que há um ano aguardam a certificação de qualidade do Laboratório de Engenharia de Angola, onde foram enviadas amostras do material. Luís Mendes disse que, apesar dos atrasos que verificam, a empreiteira está empenhada na colocação de alguns meios no local para reactivar os trabalhos e montar uma máquina de fabrico de tijolos.
O responsável da empresa garantiu que já estão colocadas bases de betão para 16 casas, das 256 previstas. Os jovens de Canaúlo aguardam com expectativa o reinício das obras, por ser uma oportunidade de emprego directo. A localidade de Canaúlo foi eleita pelo Executivo para o projecto-piloto de construção de casas rurais do tipo T3 na província do Kwanza-Norte.
O projectode construção das habitações da aldeia rural, cujo lançamentoaconteceu  em 2010, deve comportar ainda várias infra-estruturas sociais de apoio ao desenvolvimento da região.
A localidade de Canaúlo conta com 647 habitantes, que têm a agricultura como principal fonte de subsistência.

 

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Jornal de Angola

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