General Chimpuati foi ontem a enterrar no cemitério Alto das Cruzes em Luanda

Contemporâneos reconheceram o empenho e a contribuição do general à luta de libertação nacional e a sua dedicação ao partido
Contemporâneos reconheceram o empenho e a contribuição do general à luta de libertação nacional e a sua dedicação ao partido

O Presidente José Eduardo dos Santos rendeu ontem homenagem ao antigo membro do Comité Central do MPLA, Jorge Barros Chimpuati, falecido em Luanda, no passado dia 14, por doença, aos 68 anos de idade.
Jorge Barros Chimpuati foi, na década de 80, governador (na altura comissário) das províncias do Zaire e de Cabinda e brigadeiro das Forças Armadas na reforma até à data da sua morte. No Estado-Maior do Exército, onde decorreu o velório, o Chefe de Estado cumprimentou a família do malogrado, seguindo-se-lhe outros dirigentes, nomeadamente o Vice-Presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, o Presidente da Assembleia Nacional, António Paulo Kassoma e o vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida.
O Chefe de Estado assistiu ainda ao enterro, no cemitério do Alto das Cruzes, onde estiveram também vários dirigentes políticos.
Numa mensagem lida na ocasião, pelo general João Luís “Xietu”, o MPLA considera que perdeu mais “um grande camarada, um militante e patriota exemplar”.
Alguns dos seus contemporâneos reconheceram ontem o empenho do malogrado nas tarefas para a libertação do país.
Julião Mateus Paulo “Dino Matross”, secretário-geral do MPLA, reconheceu que Jorge Barros Chimpuati vai fazer falta ao seu partido “porque ele foi um dos grandes combatentes”.
Para o secretário do MPLA para as Relações Internacionais, Francisco Magalhães Paiva “Nvunda”, Chimpuati foi um dos militantes da primeira hora. “Conheci-o em 1961. Foi um camarada que durante a luta de libertação nacional deu todo o seu saber para a independência de Angola”, indicou.

Outro contemporâneo, o general Pedro Lima “Foguetão”, referiu que conheceu Jorge Barros Chimpuati, desde os primórdios da luta de libertação nacional. “É uma perda irreparável o seu passamento físico. Nós, que ficamos, temos de fazer tudo de forma a podermos seguir o seu exemplo, para que a vitória seja um facto”, disse o generalPedro Lima “Foguetão”.
Natural de Cacongo, província de Cabinda, onde nasceu em 1943, Jorge Barros Chimpuati ingressou no MPLA aos 19 anos, integrando o seu corpo de guerrilheiros.
O general Jorge Barros Chimpuati deixa viúva e quatro filhos. Várias mensagens de condolências foram endereçadas à família do malogrado Jorge Barros Chimpuati, entre as quais das organizações de basejuvenil e feminina do MPLA, como a JMPLA e a OMA.

 

Fonseca Bengui

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: João Gomes

DEIXE UMA RESPOSTA