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G20 em Paris procura saída
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G20 em Paris procura saída

Directora-geral do Fundo Monetário Internacional Crhistine Lagarde conversa com responsáveis das Finanças da Índia antes da reunião

O G20 – grupo que reúne os países mais ricos e os principais “emergentes” – compromete-se a garantir que o Fundo Monetário Internacional (FMI) disponha de recursos adequados, de acordo com o comunicado final da reunião ministerial realizada ontem em Paris.
As vinte maiores economias desenvolvidas e “emergentes” prometeram ainda analisar profundamente o assunto na cimeira de Cannes (Sul da França), nos dias 3 e 4 de Novembro, afirmou uma fonte próxima às negociações.
Brasil, China e Índia deixaram claro que estão dispostos a apoiar os países europeus em problemas fiscais através do FMI, com o objectivo de tentar colocar uma barreira no contágio da dívida a países como a Itália ou a Espanha, que ameaça o crescimento da economia mundial. No entanto, países como os Estados Unidos da América (EUA) e a Alemanha são contra esta opção.
O contágio para outras áreas e o impacto na precária recuperação do crescimento económico mundial preocupa os ministros de Finanças que participaram no encontro preparatório da cimeira do G20 em Cannes.
Além dos ministros do G20, assistiram à reunião representantes de outros países e de instituições como o FMI, o Banco Mundial e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
A situação de parte dos países centrais do grupo, os da Zona Euro, com a crise da dívida soberana e as implicações que isso significa para o crescimento mundial, preocupa as lideranças reunidas em Paris e alguns dos seus representantes deixaram isso claro logo no início do encontro.
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que participou na reunião, advertiu que a crise da dívida na Zona Euro pôs “em jogo o papel da Europa” no Mundo e destacou que, para enviar uma mensagem concreta de compromisso para uma solução, será preciso antecipar o Mecanismo Europeu de Estabilidade. Nas reuniões prévias de preparação do encontro ministerial, haviam sido mencionadas diversas propostas, como a antecipação do pagamento das quotas dos países do G20 como membros do FMI para duplicar os recursos ordinários e a ampliação da rede de segurança financeira mundial diante da crise de dívida soberana dos países do euro. A iniciativa implicaria antecipar o calendário de pagamentos original de 2012 e outorgaria ao FMI a capacidade de crédito de 750 mil milhões de dólares.

Mas esta ideia deveria contar com uma aprovação legislativa de trâmite complicado, sem esquecer que alguns países, como os EUA e o Canadá, mostraram oposição à duplicação dos recursos do FMI, porque a vêem como um obstáculo para que os países da Zona Euro tomem medidas integrais.

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

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