Forças pró-CNT lançam ofensiva contra aliados de Kadafi em Sirte

Forças do novo regime avançam na cidade de Sirte.
Forças do novo regime avançam na cidade de Sirte.

As forças do novo regime da Líbia lançaram uma grande ofensiva neste sábado na cidade de Sirte, um dos últimos redutos dos aliados do ex-ditador Muammar Kadafi, que continua com o paradeiro desconhecido. Os combatentes conquistaram um importante eixo viário e avançam lentamente no centro da cidade e nas regiões  onde os fiéis à Kadafi estão entrincheirados e mantém uma forte resistência.

Em entrevista coletiva ao lado dos ministros da Defesa da Itália e da Grã-Bretanha, em Trípoli, o presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mustapha Abdel Jalil, admitiu que os combates são violentos e indicou que 18 combatentes do novo regime morreram na sexta-feira e outras 180 pessoas ficaram feridas.

“As últimas batalhas são sempre as mais terríveis”, declarou. Segundo ele, os confrontos atualmente em Sirte são “ferozes”. Abdel Jalil explicou que os combatentes das forças governamentais são alvos de atiradores de elite posicionados em cima de prédios.

Apesar da determinação, os combatentes do regime de transição avançam lentamente na região central da cidade e em várias áreas estratégicas onde os aliados de Kadafi continuam resistindo.

Neste sábado, os pró-CNT tomaram o controle de um importante eixo viário ligando o centro da cidade ao Centro de Conferências Ouagadougou, localizado ao sul, de acordo com jornalistas da agência AFP.

O complexo, importante local para reunião de líderes de países africanos, era um dos objetivos fixados pelas forças do novo regime e foi conquistado após combates violentos nos últimos dias. A ofensiva levou os aliados de Kadafi a se dirigirem em direção ao mar, com o auxílio das forças da Otan.

No plano humanitário, a situação da população civil ainda é considerada crítica. De acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, “vários milhares de civis continuam bloqueados em Sirte” e poucos médicos estão disponíveis no hospital de Ibn Sina, o principal da cidade, para atender os feridos.

“Diante dos combates na região, a maior parte dos pacientes foram deslocados das salas para os corredores e o hospital está lotado de civis, entre eles, muitas mulheres e crianças pequenas”, declarou Cordula Wolfisberg, médica da Cruz Vermelha que chegou ao hospital na quinta-feira.

Ultimato

Mais ao sul, em Bani Walid, fiéis de Kadafi amntém uma resistência enquanto as forças do Conselho de Transição tentam negociar com chefes tribais locais a entrada na cidade sem uso de violência. O comandante do CNT o local afirmou que se não houver acordo, uma ofensiva pode ser lançada na cidade em um prazo de dois dias.

Milhares de moradores de Bani Walid já deixaram a cidade nas últimas semanas e a fuga em massa continua com uma média de 50 a 80 carros por dia deixando o local com famílias inteiras.

Fonte: RFI

Fotografia: Reuters

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