Falta de fiscalização origina fuga de empresas ao seguro contra acidentes de trabalho

Presidente do conselho de administração ENSA, Manuel Gonçalves
Presidente do conselho de administração ENSA, Manuel Gonçalves

Luanda – O presidente do conselho de administração da seguradora ENSA Seguros de Angola, Manuel Gonçalves, disse hoje, sexta-feira, em Luanda, que a “tímida” adesão das empresas nacionais ao contrato de seguro contra acidentes de trabalho, deve-se em parte a falta de uma efectiva inspecção por parte dos órgãos competentes.

O responsável, que falava à Angop no final do III encontro “ENSA Gold 2011”, que manteve com os seus funcionários, para avaliar o cumprimento dos projectos das distintas áreas da empresa, acrescentou que tal comportamento se deve ainda à insuficiência de cultura de seguros em Angola e a pouca divulgação do referido serviço.
“A não adesão das empresas nacionais ao seguro de trabalho se deve à insuficiência de cultura de seguros em Angola, a falta de fiscalização e pouca divulgação do serviço. Mas as empresas devem partir do princípio da importância dessa matéria para o trabalho e que o objectivo da Lei é fundamentalmente proteger os trabalhadores” – considerou.
Por esta razão, salientou que as empresas têm a obrigação de criarem as condições para efectuarem esse seguro, sob pena de serem elas próprias as responsáveis pelo ressarcimento dos danos causados, aos seus funcionários, que podem ser vítima de acidentes, no exercício de actividades arriscadas ou perigosas, no seu dia a dia laboral.
O gestor da ENSA informou, na ocasião, que as instituições empresariais que se refutam ao seguro contra acidentes de trabalho, que é obrigatório, estão sujeitas à fiscalização da inspecção competente da administração pública emprego e segurança social, razão pela qual apela às entidades empregadoras a aderirem ao serviço.
Como incentivo, adiantou, a ENSA vem realizando palestras em grande parte das empresas, independentemente daquilo que é divulgado, procurando transmitir aos empregados e órgãos dos recursos humanos o modo como utilizar os seguros dessa operadora, relacionados com os trabalhadores, tais como os contra acidente e de saúde.
Questionado sobre a produção de novos diplomas para persuadir as empresas a contratar os serviços de seguros, respondeu não ser preciso mais diplomas porque eles já existem. “O que se precisa é uma efectiva fiscalização. Portanto, não é preciso mais nada para que em termos normativo se fiscalize o seguro automóvel, o seguro de acidentes de trabalho ou quaisquer outros seguros considerados obrigatórios”, disse.
Relativamente aos preços praticados, disse desconhecer a realidade das demais seguradoras, mas que a nível da ENSA não constitui grande obstáculo à adesão de cidadãos a seguros. Neste particular, sublinhou que grande parte dos angolanos ainda não tem cultura de fazer o seguro.

 

Fonte: Angop

Foto: Angop

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