Escritora Tessa Pisconti escreve histórias infantis

Maria Celestina Fernandes apresentou o livro da escritora Tessa Pisconti (à direita)
Maria Celestina Fernandes apresentou o livro da escritora Tessa Pisconti (à direita)

A escritora Tessa Pisconti, de nacionalidade brasileira, disse ontem, ao Jornal de Angola, que pretende publicar um segundo livro para crianças com o título “O Pequeno Contador de Histórias”, cuja narrativa gira em torno de um menino angolano apaixonado por leitura.
A autora, que fez o lançamento, na sexta-feira, em Luanda, do seu primeiro livro infantil, “O Macaco Chorão”, afirmou que o lançamento deste segundo livro não tem, contudo, ainda data marcada. “Não sei dizer para quando, pois não tenho uma editora, o que torna a concretização de um projecto como este mais difícil”.
Questionada sobre o lançamento de “O Macaco Chorão” em Angola, depois de ter sido lançado na sua terra natal, a Bahia, Tessa Pisconti afirmou que o lançamento na capital angolana é um complemento do projecto, uma vez que se trata de um livro “sonhado e gerado em solo angolano, fruto de uma experiência muito feliz e  positiva com crianças angolanas”.
Com ilustrações de Emerson Pacheco, “O Macaco Chorão” inclui duas histórias: “O Macaco Chorão e a história do Boi Bonito” e a “Tartaruga e o Velho Tatá”. A motivação para a escrita do livro é fruto do contacto que tem com crianças angolanas no projecto Sopa de Letrinhas, realizado na Casa de Cultura Brasil-Angola, onde a autora promove sessões de leitura. O livro, que vai estar disponível na Biblioteca Nacional e na União dos Escritores Angolanos, vai ainda ser oferecido em todas as Casas de Cultura Brasil, dos Estados membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Vendido ao preço de mil kwanzas, na Casa de Cultura Brasil-Angola, a apresentação do livro foi feita pela escritora angolana Maria Celestina Fernandes, dando boas vindas a Tessa Pisconti ao mundo das artes literárias.

Apresentação do livro

A escritora angolana frisou que o livro contém duas “belas histórias” capazes de encantar todos os leitores. Em “O Macaco Chorão”, cuja personagem principal é o macaco Jejé – tocador do género musical choro –, o perfil de boa disposição e a arte de tocar do macaco encanta qualquer leitor, salientou. Maria Celestina considerou que, tendo em conta a narração e a forma como as personagens se articulam, a história pode resultar numa “bonita peça de teatro”. Quanto à segunda história, “Tartaruga e o Velho Tatá”, no dizer da escritora angolana, a Tartaruga tem atitudes semelhantes às fábulas de autores angolanos.
Embora as histórias estejam ligadas à cultura brasileira, argumentou que as mesmas estão repletas de ensinamentos. Para as crianças angolanas torna-se importante, porque lhes permite estabelecer comparações com os contos nacionais.
“É mais um complemento sobre a cultura brasileira, determinados aspectos que desconhecemos, e alarga horizontes das nossas crianças ao tomarem conhecimento com outras culturas”, disse a escritora.
Maria Celestuina disse que a mensagem central do livro apela à necessidade de se escutar e registar a sabedoria dos mais velhos, para que se perpetue o resgate de valores para as gerações vindouras.
À margem da sessão de lançamento, a directora da Biblioteca Nacional, Maria José, disse que a instituição que dirige dispõe, também, de livros para crianças, tanto de autores angolanos como estrangeiros, e  carece de inventário afim de se saber a quantidade de títulos. Lamentou que a procura de livros infantis seja quase nula, porque os leitores vão à procura, geralmente, de livros que atendam às preocupações do campo académico.

 

Francisco Pedro

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: DR

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