Dois poemas em memória de André Mingas

André Mingas
André Mingas

Tchipalepa

Quando a voz de um poeta se cala
a natureza morre um pouco
Quando a voz de um poeta se cala
são várias as razões que o abalam

Quando a voz de  um poeta se cala
o tempo pára e a alma recolhe,
Quando a voz de um poeta se cala
Tudo em volta se torna triste
Aliás, perdemos todos nós
em vontade e ousadia,
quando  a voz de  um poeta se cala.
O poeta que se cala, deixa um vazio aos desbravadores de sonhos
aos intrépidos, aos lutadores.
Calou-se a voz de Mufete,
Calou-se ANDRÉ MINGAS.
Calou-se esta insigne voz da pátria angolana
Levou consigo a poesia, depois de uma luta inglória entre o bem e o mal
Calou-se a voz de hino ao amor,
” mas  da tristeza, só há lembranças”
e com estas ( as lembranças)
vamos todos continuar a desbravar, a ousar , a lutar.
Paz à tua alma,

Edson Viera Dias

Evocação

Se o que pintou foi bom
o tom
esta distância me invadiu,
melhor calar a dor…
se a vida é de viver
são velas pra acender
lição de se aprender
Kabinda vai se bom

Paulo Flores

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Jornal de Angola

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