Dirigentes africanos lamentam morte de Gadhafi; povo nem por isso

Morte do antigo dirigente líbio Moammar Gadhafi têm sido essencialmente mitigada através da África sub saariana
Morte do antigo dirigente líbio Moammar Gadhafi têm sido essencialmente mitigada através da África sub saariana

A reacção à morte do antigo dirigente líbio Moammar Gadhafi têm sido essencialmente mitigada através da África sub saariana. Embora o estilo de governação do antigo homem forte tenha sido contestado, as contribuições económicas para o continente vão certamente fazer-se sentir.

A morte do homem que se auto proclamou como o “Rei dos Reis de África”, foi acolhida pelo continente, mais como um alivio, do que uma dor.

No Twitter e no Facebook, os africanos aplaudem, na maioria, o desaparecimento de Gadhafi, inquirindo-se se outros homens fortes de África podem vir a seguir – apontando nomeadamente para o Ugandês Yoweri Museveni e o Zimbabueano Robert Mugabe.

Uma nigeriana classifica a morte de Gadhafi como sendo um exemplo infeliz dos dirigentes africanos que desejam manter-se no poder.

O partido governamental zimbabueano ZANU-PF emitiu algumas palavras de simpatia por Gadhafi, considerando a sua morte de tragédia e que a União Africana deveria ter feito mais para o evitar.

O porta-voz do governo ugandês Fred Opolot teceu elogio ao homem que investiu em África.

“Gadhafi será recordado em África como um Pan-Africanista que muito contribuiu para a operação da União Africana. Também nos países para onde contribuiu muito em investimento directo estrangeiro, e não nos esqueçamos como apoiante da unidade africana, Gadhafi não será esquecido”.

O governo de Gadhafi manteve relações muito próximas com o Uganda, tendo investido 375 milhões em vários projectos.

Os sinais da influência económica de Gadhafi encontram-se por toda a África.

Nas torres do hotel na capital sudanesa, Kartoum, e noutros hotéis de luxo no Quénia e no Ruanda, sendo um dos maiores contribuintes para o Banco Africano de Desenvolvimento.

Peter Pham, director do Centro Africano no Conselho do Atlantico, afirmou à Voz da America que a queda do governo de Gadhafi, o legado dos investimentos será profundamente alterado.

“A Líbia necessita agora de gastar o seu dinheiro no âmbito doméstico; necessita de recursos para a reconstrução, não apenas para os danos da guerra, como pela ausência de investimento estrangeiro na Líbia.”

Pham vai mais longe ao afirmar que será muito pouco provável que a nova liderança líbia venha a investir em África.

 

Por Paulo Oliveira | Washington

Fonte: VOA

Foto: VOA

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