Desertificação afecta a economia

Jean Ping disse que fenómeno afecta terras produtivas correspondente a cerca de 70 por cento da actividade económica do continente
Jean Ping disse que fenómeno afecta terras produtivas correspondente a cerca de 70 por cento da actividade económica do continente

A desertificação afecta 70 por cento da actividade económica em África, revelou em Addis Abeba, Etiópia, o presidente da Comissão da União Africana.
“Em África, o fenómeno da desertificação afecta 43 por cento das terras produtivas, correspondente a 70 por cento da actividade económica e 40 por cento da população do continente negro”, disse Jean Ping na segunda-feira.
Para o dirigente africano, “a situação das florestas da Bacia do Congo continua inquietante por falta de compromissos da comunidade internacional, a biodiversidade em África está a reduzir e a desertificação permanece uma ameaça real para o continente com os seus corolários, nomeadamente a seca e a erosão que ganham cada vez mais terreno”.
Além disso, acrescentou, “os perigos ligados à degradação do ambiente e à mudança climática, o empobrecimento da diversidade biológica, a seca e a desertificação afectam os recursos do continente e agudizam os problemas da água”.
Documentos apresentados no encontro indicaram que embora o nível de sensibilização ao desafio da mudança climática e o papel desempenhado pelas florestas e pelas árvores tenham melhorado nos últimos anos, “a vontade política deve ser reforçada”.

Aumento da pobreza

Peritos africanos que participam na sétima sessão do Comité da Segurança Alimentar e Desenvolvimento Sustentável indicaram que, apesar do crescimento económico dos últimos anos, a pobreza persiste no continente africano.
Os especialistas sublinharam que “apesar das taxas de crescimento económico notáveis nestes últimos anos, o continente africano continua a fazer face aos desafios da pobreza persistente e a um fraco desenvolvimento humano”.
Dados apresentados pelos peritos indicam que “em 2002, seis das 10 economias mundiais de forte crescimento estavam em África e está previsto que sete países africanos figurem no topo 10 durante os cinco próximos anos”. Contudo, acrescentaram os dados, “o nível e a velocidade de saída da ampla maioria da população africana da pobreza ainda é fraco comparado com os progressos em outras regiões do Mundo”.
Alcançar um crescimento inclusivo e tornar o desenvolvimento económico mais consentâneo com os objectivos de erradicação da pobreza figuram entre as preocupações prioritárias, indicam os dados.
Os especialistas africanos presentes no encontro de Addis Abeba concluíram que instaurar a transição para uma economia “verde” pode melhorar as perspectivas de desenvolvimento económico e apoiar a transformação estrutural para um maior valor acrescentado.

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

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