Derrame na costa neozelandesa pode causar desastre ecológico

Rena transporta substâncias tóxicas
Rena transporta substâncias tóxicas

Uma fuga de petróleo, causada pelo naufrágio de um cargueiro de pavilhão liberiano na quarta-feira, ameaça causar um desastre ecológico no litoral norte da Nova Zelândia.
As autoridades estão com dificuldades em limpar a mancha de óleo, que já tem cinco quilómetros de extensão e se teme possa chegar à zona de recife de coral australiana.
O cargueiro Rena transportava 1,7 mil toneladas de petróleo pesado e quatro contentores de uma substância tóxica de ferro-silício quando colidiu com um recife, a cerca de 12 quilómetros do litoral. Vários navios e equipas estão na área para recolher o petróleo e tentar evitar que a mancha aumente de forma significativa, enquanto se espera a chegada de especialistas holandeses, para dar sequência à tarefa de extrair o petróleo pesado.
As autoridades já borrifaram uma polémica substância para dispersar o petróleo, a mesma utilizada no desastre ecológico do ano passado no Golfo do México, sem alcançar os resultados esperados. Enquanto isso, os preços dos contratos futuros do petróleo para entrega em Novembro fecharam em alta na sexta-feira, depois de alguns dados mostrarem que a economia dos Estados Unidos criou emprego em Setembro, o que ofuscou o facto da agência de classificação de risco Fitch Ratings ter voltado a baixar a nota de crédito soberano da Itália e da Espanha, duas das maiores economias europeias.
O contrato do petróleo para Novembro negociado na Bolsa de Negócios de Nova Iorque (Nimex) subiu 0,39 dólares, ou 0,47 por cento, fechando a cotação do barril em 82,98 dólares. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para entrega em Novembro subiu 0,15 dólares, ou seja, 0,14 por cento, cotando-se o barril em 105,88 dólares. No período da manhã, os preços do petróleo subiram depois do Departamento de Trabalho dos EUA divulgar que, em Setembro, a economia do país criou 103 mil empregos, mais do que os 60 mil previstos pelos analistas.
O ganho não foi suficiente para reduzir a taxa de desemprego, que permaneceu em 9,1 por cento, mas deu aos operadores ­esperanças de melhoria da situação norte-americana.
“É um caso de boa notícia e má notícia. Foram criados mais empregos do que se previa, mas isso não foi suficiente para diminuir a taxa de desemprego”, disse Andy Lipow, presidente da Lipow Oil Associates, que presta consultoria sobre o mercado do petróleo.

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Jornal de Angola

DEIXE UMA RESPOSTA