CNT pede que tropas da OTAN continuem na Líbia

O presidente do Conselho Nacional de Transição da Líbia, Mustafa Abdel Jalil (d), durante entrevista coletiva esta semana em Benghazi.
O presidente do Conselho Nacional de Transição da Líbia, Mustafa Abdel Jalil (d), durante entrevista coletiva esta semana em Benghazi.

O Conselho Nacional de Transição (CNT) pediu nesta quarta-feira que as forças da Otan continuem no país pelo menos até o final do ano. Eles temem que a morte do presidente Muammar Kadafi possa suscitar a fúria dos defensores do ditador, o que representaria um risco para a segurança do país.

De acordo com o CNT, a Líbia ainda não estaria pronta para garantir a sua própria segurança. Durante uma reunião militar realizada em Doha, o chefe do Conselho, Mustafa Abdel Jalil, disse que “o povo líbio deseja a permanência das operações da Otan até o final do ano”.

A missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte na Líbia começou em 19 de março, após a adoção de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas visando proteger os civis da repressão do regime de Muammar Kadafi. Logo após a morte do ditador, a Otan anunciou a retirada de seus homens do país, que já deve ser efetuada no dia 31 de outubro. Mas Mustafa Abdel Jalil alega que o povo líbio ainda precisa dos soldados ocidentais para “garantir a proteção de suas fronteiras e impedir a entrada de armas vindas dos países vizinhos”, além de proteger a população “dos vestígios do regime Kadafi”. Ele teme que a morte do ex-presidente suscite a fúria de seus partidários e provoque uma retomada da violência.

A Otan vai discutir a possível permanência de suas tropas na Líbia na sexta-feira. Mas segundo o chefe da diplomacia francesa, Alain Juppé, a França – que liderava, com o Reino Unido, a missão no país – já avalia quais seriam as outras maneiras para acompanhar a transição política líbia.

 

Silvano Mendes

Fonte: RFI

Foto: REUTERS/Esam Al-Fetori

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