Ler Agora:
Chuvas desalojam milhares de pessoas
Artigo completo 3 minutos de leitura

Chuvas desalojam milhares de pessoas

Nicarágua e Honduras são os países mais afectados pelas chuvas e a ajuda de emergência deve chegar nos próximos dias

As chuvas que assolam a região da América Central causaram até agora 1,2 milhões de desalojados, além de provocarem mais de 100 mortos, afirmou ontem o Gabinete da ONU para Ajuda Humanitária (OCHA).
A porta-voz da OCHA, Elizabeth Byrs, disse que a região continua “em estado de alerta máximo” e o seu Gabinete acompanha a evolução do furacão Rina, que se dirige para Belize e que em função da trajectória pode passar por Cuba.
O país da região mais afectado é El Salvador, a favor de quem as Nações Unidas lançam hoje um pedido de ajuda no valor de 15,7 milhões de dólares, destinados a atender 300 mil pessoas.
“O pedido de ajuda de urgência é apresentado hoje aos países doadores e o dinheiro destina-se a ajudar os desabrigados de Outubro, até Abril do próximo ano”, disse Byrs em conferência de imprensa.
“El Salvador enfrenta agora um dos maiores desastres da sua história, devido à extensão e intensidade do impacto, assim como graves danos causados pelas chuvas em áreas agrícolas e nas infra-estruturas”, realçou a porta-voz das Nações Unidas.
O objectivo principal é levar ajuda humanitária aos sectores mais vulneráveis da população afectada, especialmente crianças, mulheres e famílias de zonas rurais, que vivem em abrigos e perderam os seus meios de subsistência.
A OCHA criou uma lista de prioridades de assistência: abrigos de emergência, distribuição de água potável e de serviços de saúde e higiénicos, provisão de alimentos de primeira necessidade e facilitação de serviços médicos.

Dificuldades para ajuda

A ONU informou que os danos na infra-estrutura dificultam a ajuda, porque muitas estradas estão bloqueadas ou isoladas pelas inundações e derrocada de terras.
No caso de El Salvador, pelos dados da ONU, 181 dos 262 municípios do país foram afectados pelas chuvas, que deixaram desabrigadas 56 mil pessoas, amparadas em 638 abrigos. A OCHA trabalha para emitir um pedido urgente de ajuda destinada à Nicarágua – “que deve ficar pronto na próxima semana”, segundo a porta-porta Elizabeth Byrs – e Honduras, descartando por enquanto um auxílio à Guatemala, porque o Governo local não solicitou ajuda internacional.
Byrs disse desconhecer as razões de não haver um pedido de assistência da Guatemala, o segundo país mais afectado pelas chuvas, com 528 mil desabrigados pelas inundações.
O Programa Alimentar Mundial (PAM) trabalha contra o tempo para atenuar os danos e conhecer as necessidades alimentares das pessoas que ficaram sem casa e sem meios de sustento. Por enquanto, o PAM mobilizou 2,6 milhões de dólares para atender às necessidades de urgência nos próximos 30 dias, aos quais se devem somar doações dos governos da Espanha, de um milhão de euros, e do Luxemburgo, de 360 mil euros.
O Programa Alimentar considera que a ajuda à região vai ter de ser de longo prazo, já que os desabrigados são pessoas economicamente vulneráveis, que perderam o seu sustento numa região na qual os preços dos alimentos aumentaram 50 por cento no último ano.

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado. Os campos com são obrigatórios *

Input your search keywords and press Enter.
Translate »