Christopher e Sargent “Nobel da Economia”

Laureados deram contribuições sobre as causas e efeitos das políticas macroeconómicas
Laureados deram contribuições sobre as causas e efeitos das políticas macroeconómicas

De que forma é o PIB de um país influenciado pela subida temporária das taxas de juro? O Prémio de Ciências Económicas em memória de Alfred Nobel 2011 foi atribuído a dois académicos norte-americanos, Christopher A. Sims e Thomas J. Sargent, pelas suas contribuições sobre as causas e os efeitos das políticas macroeconómicas.
As expectativas em relação ao futuro em torno dos efeitos de medidas de política monetária ou económica global não são claras. Sims, professor da Universidade norte-americana de Princeton, e Sargent, docente na Universidade de Nova Iorque, desenvolveram métodos científicos para tentar dar resposta à relação causal entre as políticas económicas dos governos e variáveis macroeconómicas, como o Produto Interno Bruto (PIB), a inflação, o emprego ou o investimento. Como docentes, criaram mensagens para interpretar políticas macroeconómicas – identificar e quantificar os efeitos das alterações de política, entendendo o que é que influencia o quê – um ponto de interesse que levou o comité sueco a distinguir os dois economistas pelos seus métodos científicos na explicação das expectativas em economia. Qual o resultado das decisões políticas sobre salários, poupanças e investimentos? Que influência têm as expectativas do sector privado em relação à actividade económica futura? E que respostas dão os actores políticos àquelas expectativas do sector privado? Sims estudou as mudanças temporárias e inesperadas, por exemplo, nas alterações nas taxas de juro e nos défices dos Estados. Recorrendo a uma teoria conhecida como Auto-regressão Vectorial (ARV), avaliou os efeitos da subida da taxa de juro de referência por parte do banco central (a autoridade monetária dos países).
Sargent centrou-se sobre as alterações estruturais nas políticas económicas no pós-II Guerra, estudando a forma como os países adoptaram, primeiro, políticas inflacionistas para caminharem para uma taxa de inflação baixa.
Os laureados não desenvolveram teorias juntos, mas foi justamente o facto de “serem complementares em várias formas” – influenciados por investigadores e decisores políticos mundiais nos anos 1970 e 1980.

Fonte: Jornal de Angola

Foto: AFP

 

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