China “salva” os maiores bancos

Vista parcial da sede do banco central da China que com o Governo quer evitar a falência de instituições financeiras daquele país
Vista parcial da sede do banco central da China que com o Governo quer evitar a falência de instituições financeiras daquele país

O Governo da China anunciou que injectou capital nos quatro maiores bancos chineses, que emprestaram volumes recordes nos últimos dois anos e agora enfrentam o risco de aumento dos créditos fracos nos seus balanços.
Os recursos foram transferidos na terça-feira para as instituições financeiras através da compra das suas acções no mercado secundário pela Central Huijin Investment, o fundo soberano do país que actua no mercado doméstico.
A última vez que o fundo realizou uma operação semelhante foi em Setembro de 2008, logo após a falência do Lehman Brothers que desencadeou a crise financeira global. Segundo a agência oficial de notícias Xinhua, a injecção de capital tem o objectivo de “apoiar a estável operação e desenvolvimento das principais instituições financeiras e estabilizar o preço das suas acções”. O Governo não revelou o valor do socorro aos bancos.
O aumento dos empréstimos concedidos pelos bancos chineses foi o principal incentivo para a explosão de investimentos que garantiram o crescimento de 9,2 e 10,4 por cento em 2009 e 2010, respectivamente, no âmbito da estagnação dos países ricos.
No ano seguinte ao início da crise, as instituições locais disponibilizaram financiamentos no valor de 1,4 triliões de dólares, o equivalente a quase 30 por cento do PIB naquele período. Em 2010, a cifra diminuiu para 1,2 triliões – ou 20 por cento do PIB -, mas continuou bem acima da média registada em anos anteriores.  A maior parte desses recursos foi canalizada para milhares de obras iniciadas em todo o país, num esforço para manter o ritmo de crescimento acima dos oito por cento considerados o limiar abaixo do qual o Governo não consegue criar empregos suficientes para os trabalhadores urbanos. O problema é que muitos desses projectos não são viáveis economicamente e não darão o retorno financeiro necessário para o pagamento , o que ameaça a saúde dos bancos.

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

 

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