China espera detalhes antes de investir em fundo europeu

Diretor do fundo europeu, Klaus Regling, visita a China apenas dois dias após cúpula de Bruxelas.
Diretor do fundo europeu, Klaus Regling, visita a China apenas dois dias após cúpula de Bruxelas.

A China indicou hoje que espera esclarecimentos antes de decidir investir no novo mecanismo do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FESF), idealizado pelos líderes europeus para combater a crise na zona do euro. Apenas dois dias depois do acordo firmado em Bruxelas, que decidiu ampliar as capacidades do fundo de 440 bilhões de euros para 1 trilhão, o diretor do órgão, Klaus Regling, visita a China.

Para conseguir este resultado, um sistema de seguro-crédito será oferecido para os investidores e talvez o Fundo Monetário Internacional participe de um fundo especial, com a participação dos países emergentes. A China é a principal cotada para encabeçar este mecanismo, essencial para garantir que as economias em dificuldade na Europa não serão abandonadas pelo bloco. Depois da Grécia, o novo foco de preocupações é a Espanha e a Itália.

Em Pequim, Regling afirmou que nenhum acordo deve ser firmado durante esta visita. “Não há negociações em curso com a China neste momento.” O montante de obrigações europeias compradas pelo país é mantido em sigilo por Pequim, e os europeus indicam apenas informaçõs gerais sobre o assunto. “40% das obrigações emitidas pelo FESF foram compradas pela Asia”, disse Regling.

De seu lado, o vice-ministro das Finanças chinês, Zhu Guangyao, disse “esperar detalhes técnicos para analisar melhor” as possibilidades de contribuição no fundo europeu. A China, líder mundial em reservas, com mais de 3,2 bilhões de dólares, se disse pronta para ajudar a zona do euro quando a crise no continente se intensificou.

Em troca, os chineses pedem uma maior abertura do comércio europeu aos produtos e investimentos. Regling refutou a ideia de que estaria disposto a negociar vantagens políticas em contrapartida, afirmando que “não está no país para discutir concessões”.

 

Fonte: RFI

Foto: REUTERS/Hugo Correia

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