Cavaco apoia reformas em curso mas descarta sacrifícios em vão

Cavaco Silva avisa que os sacrifícios pesados só terão apoio se não forem em vão
Cavaco Silva avisa que os sacrifícios pesados só terão apoio se não forem em vão

O Presidente português, Aníbal Cavaco Silva, considerou ontem que as reformas em curso em Portugal são “imprescindíveis”, mas avisou que os “sacrifícios pesados” só continuarão a ter o apoio da sociedade se “não forem em vão”.
“As mudanças em curso são condições imprescindíveis para o reforço da sustentabilidade financeira e para a recuperação económica dos nossos países. Todavia, representam sacrifícios pesados que se imporão aos nossos cidadãos por vários anos”, reconheceu o Chefe de Estado português, durante uma intervenção no encerramento da reunião da COTEC Europa, que decorreu na cidade italiana de Génova.
Contudo, alertou Cavaco Silva, o apoio da sociedade aos “ambiciosos programas de correcção dos desequilíbrios orçamentais” e às “profundas reformas económicas”, que “se tornaram consensualmente inadiáveis e aceites como necessárias”, só “se manterá se os sacrifícios não forem em vão, se existir a convicção de que as reformas irão permitir retomar uma trajectória de crescimento sustentado”. Reconhecendo que “se enfrenta a perspectiva de um período de estagnação económica, a persistência de elevados níveis de desemprego e o risco de deterioração da qualidade de vida e dos níveis de prosperidade dos nossos concidadãos”, apontou como metas alcançar um crescimento económico mais “robusto e saudável” e, ao mesmo tempo, criar emprego qualificado.
Falando perante empresários portugueses, espanhóis e italianos, admitiu ainda que o desempenho comercial das economias europeias tem ficado “aquém do desempenho das economias concorrentes”, que têm ganho vantagem no registo de novas patentes, na criação de emprego de elevada qualificação, ou no lançamento de produtos tecnologicamente superiores.
Sem pôr em causa que existem “boas ideias na Europa”, o Presidente português preconizou que se deve encontrar um quadro de cooperação mais favorável à sua exploração, em benefício da recuperação económica e do padrão de qualidade de vida que se deseja.

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

DEIXE UMA RESPOSTA